Mudança de casa  requer um bom  planejamento
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Mudança de casa requer um bom planejamento

Preparação para o ‘Dia D’ deve começar um mês antes; preços cobrados por grandes empresas do setor partem de R$ 2.500

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18 Setembro 2016 | 07h57

TQ SÃO PAULO OE IMÓVEIS MUDANÇA ESPECIAL DOMINICAL Retrato de Sara Gabriele de Oliveira para matéria sobre cuidados e medidoas úteis antes de uma mudança. FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Sara Gabriele de Oliveira

Márcia Rodrigues
ESPECIAL PARA O ESTADO
Quem já mudou de casa ao menos uma vez na vida, sabe os transtornos que esse processo causa. A começar pela escolha de uma empresa de transporte passa pelo planejamento, inclusive de gastos, e chega à logística envolvendo a mudança propriamente dita.

O preço cobrado pelas empresas de mudança podem partir de R$ 2.500 na capital paulista em empresas tradicionais e de grande porte. Por isso, a designer Sara Gabriele de Oliveira pesquisou o preço de um serviço de carreto em vários sites, quando resolveu mudar de um apartamento na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, para outro imóvel no mesmo bairro, ela resolveu pesquisar o preço de um carreto em vários sites que atuavam na região. Um cobrou R$ 450 e outro R$ 700. Ambos tinham adicional de R$ 10 por patamar que precisasse carregar os móveis.

“Eu ia sair de um prédio de três andares sem elevador para outro com seis andares, o serviço ia sair uma fortuna. Eu comentei com o pessoal do trabalho e me indicaram um senhor que cobraria R$ 250 para fazer o carreto, sem adicionais. Por fim ele e os ajudantes foram tão bacanas e prestativos que acabei pagando R$ 350 mais o almoço.” (Mais informações de preços de mudanças no texto abaixo)
Além da procura pelo melhor preço e a mudança requer muito trabalho e organização. Por isso, planejar cada etapa com antecedência pode facilitar, e muito, a vida de quem vai passar por essa experiência. De acordo com a personal organizer Gisele Bonaroski, o ideal é que a preparação inicie um mês antes. “Nem tudo o que está dentro de casa é utilizado com frequência. Dá para separar o que é pouco usado e começar a empacotar.”

O primeiro passo é comprar caixas de papelão ou pedir usadas em supermercados ou lojas. Depois, é interessante reservar um cômodo para ir colocando tudo o que já foi empacotado. “É importante empilhar as caixas divididas por cômodos para facilitar a organização quando chegar na outra casa.”
Gisele orienta a não misturar artigos diferentes na mesma caixa, mesmo que sobre espaço. “Reserve uma caixa para colocar todos os pratos, outra para os copos, talheres, panelas, formas, travessas e assim por diante.” Itens que podem ser quebrados devem ser embalados com sacos bolha.

É recomendado, nesse processo, também identificar as caixas. “A anotação deve vir em cima da caixa para facilitar a visualização. Coloque o cômodo correspondente e o que tem dentro.”
Na semana que antecede a mudança, é evite comprar mantimentos perecíveis para facilitar o transporte. “Deixe na geladeira apenas os alimentos que serão consumidos nos próximos dias.” Desligue a geladeira na noite anterior para reduzir as tarefas no dia da mudança.

Segundo Gisele, a mudança também é uma oportunidade para descartarmos o que não é mais usado ou o que está quebrado ou rasgado. “Sempre deixamos roupas e outros artigos num canto guardados, dizendo que um dia poderemos usar”, diz. “A mudança é uma chance para nos desapegarmos e deixarmos a casa mais leve.” Ela recomenda que peças em bom estado sejam doadas e o que não tem mais serventia, seja enviado para reciclagem, ou que simplesmente seja jogado fora.

Quando o caminhão encostar no outro imóvel, é importante separar as caixas para serem colocadas diretamente no cômodo correspondente. “Esta atitude vai facilitar muito a organização posteriormente.”
O ideal, de acordo com Gisele, é que a arrumação comece pela cozinha. Mesmo que o plástico bolha seja novo, é importante, argumente a profissional, lavar todos os itens que foram embalados com ele antes de guardá-los.

A orientação é, depois de arrumada a cozinha, começar a organizar o quarto, já que, depois de um dia cansativo, um noite de sono em um quarto arrumado cai muito bem. “Limpe os armários, cômodos e sapateiras por dentro e por fora, pendure as roupas de cabide e arrume as gavetas, prateleiras e sapateiras.”

A partir daí, diz Gisele, a pessoa deve organizar-se para arrumar um cômodo por vez e que essa fase não ultrapasse 15 dias. “Depois desse período, as caixas que ainda não foram desfeitas começam a atrapalhar a rotina da casa e provocam ansiedade nos moradores.”

Oito conselhos

Planejamento
A preparação deve começar um mês antes. Planejar cada etapa com antecedência facilita todo o processo
Caixas de papelão
Podem ser adquiridas em supermercados ou pedir usadas em lojas e mesmo em mercados
Espaço separado
Reserve um cômodo ou espaço da casa de onde vai sair a mudanças para ir colocando tudo o que vai sendo empacotado durante esse mês
Empilhamento
Quem trabalha no ramo aconselha que as caixas sejam empilhadas de acordo com os cômodos que seus conteúdos se destinam no novo imóvel
Sem mistura
É aconselhável não misturar produtos diferente em uma mesma caixa. Por exemplo, deixe uma somente para pratos, outra só talheres, outra só para roupa de cama de um quarto etc,
Identificação
É imprescindível identificar o conteúdo das caixas e o cômodo a que esse conteúdo se destina. A identificação deve estar na parte superior das caixas
Separação
Colocar as caixas no caminhão de mudança de acordo com o cômodo a que se destinam
Na nova casa
O ideal e começar a arrumação pela cozinha. Depois, pelo seu quarto. A partir de então, organize-se para arrumar um cômodo por dia, desde que não ultrapasse uma semana

Serviço desejado define escolha da transportadora

As empresas de mudanças oferecem serviços personalizados. Os pacotes incluem embalagem de todos os pertences, desmontagem e montagem da mobília, transporte e desembalagem dos utensílios no local de destino. Segundo o diretor executivo da Granero, Emerson Granero, a empresa só realiza a mudança se também fizer todo o processo de empacotamento. “Todas as mudanças que efetuamos têm seguro, mas a cobertura só é garantida se nós embalarmos tudo, para garantirmos a integridade do que será transportado”, afirma.

Emerson Granero, diretor executivo da Granero

Emerson Granero, diretor executivo da Granero

O público-alvo da empresa são as classes A e B. A mudança sai a partir de R$ 2,5 mil para deslocamentos feitos no próprio município. Para outro Estado, o valor sobe para R$ 5 mil, e para outro país, US$ 5 mil.
Granero ressalta que é cobrado adicional, caso a mudança venha a exigir serviço de içamento ou movimentação pela escada. “Tudo vai depender do tamanho da peça e do equipamento que será usado.”
Outra empresa, a Metropolitan Transports, também atua no segmento voltado para as classes A e B.

Segundo a gestora de marketing da empresa, Erica Caldeira, é praxe da empresa um consultor ir até o local do interessado avaliar a complexidade da mudança para fazer o orçamento.
“Se houver lustre ou tampo de vidro ou mármore, espelho, buffet com vidro, por exemplo, fabricamos uma proteção de madeira com espuma sob medida. Cada unidade custa R$ 100 a mais do valor cobrado pela mudança.” Sem adicionais, o serviço custa a partir de R$ 2,9 mil, para mudanças feitas no mesmo município, R$ 7,5 mil, para outro Estado e a partir de US$ 3 mil para outro país.

A empresa também desembala os pacotes, monta o que for necessário e faz a arrumação final. “Deixamos os móveis onde o cliente quer. Só não colocamos os utensílios nos armários, mas deixamos tudo nos respectivos cômodos.

Carreto. O conhecido serviço de carreto é uma alternativa às empresas de mudanças. A fotógrafa publicitária Dayane De Carlos, 29 anos, e a empresária Mariângela Ribeiro, 30 anos, buscaram na internet o contato de um profissional que oferece esse serviço para transportar a sua mudança delas.

“Quando decidimos morar juntas, procuramos um apartamento que tivesse armários embutidos na cozinha, quartos e banheiros para não termos de comprar muita mobília. Levamos apenas as camas, os móveis da sala, geladeira, fogão, utensílios da casa e roupas”, conta Dayane.

Dayane morava em Higienópolis, bairro nobre da região central, e Mariângela, no Sumaré, na zona oeste. O apartamento que elas alugaram também está localizado no Sumaré.
O profissional cobrou R$ 380 para fazer a mudança, segundo Dayane. “Achamos o preço justo, considerando que ele foi até a Lapa buscar uma mesa que eu ganhei, depois foi no meu antigo apartamento e, na sequência, no dela”, conta a fotógrafa.

A fotógrafa ão procurou referências do profissional, mas afirma que o fato não ficou preocupada. “Nós havíamos acordado que o pagamento seria feito ao final do serviço, por isso não tive receio.”
Quando a designer Denise Teixeira, 28 anos, foi mudar do o Sumaré para a Vila Mariana, ela contratou o mesmo motorista que fez o carreto em uma mudança anterior. “Ele sempre cobra um preço justo e é muito prestativo. Já o contratei uma vez e várias amigas utilizam o seu serviço, por isso não tive dúvidas.” Para o novo serviço ele cobrou R$ 350.