Novos imóveis em São Paulo aumentam 35% até maio

Claudio Marques

01 de julho de 2013 | 12h50

GUSTAVO COLTRI

Apesar do resultado de maio, 2013 ainda mantém forte expansão no número de lançamentos em São Paulo em relação ao ano passado. Desde janeiro, a cidade recebeu 165 empreendimentos, 47 a mais do que o verificado nos cinco primeiros meses de 2012. Em número de unidades, a alta chega a 35,68%: de 7.672 imóveis para 10.409.

Os imóveis de dois dormitórios figuram em maior quantidade no período, respondendo por 4.407 residências. Esse desempenho, porém, é apenas 2,16% maior do que o resultado apurado pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) entre janeiro e maio do ano passado.

O grande destaque deste ano fica por conta dos imóveis de até um dormitório. Eles somaram 2.514 propriedades, uma alta de 401,80% frente ao mesmo período de 2012. Os imóveis amplos, por sua vez, também apresentaram bons resultados. Os 2.329 bens com três dormitórios aumentaram 21,49% de um ano para o outro. Já os 1.159 com quatro ou mais dormitórios são 23,30% mais numerosos.

Para o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes, o mercado imobiliário passará por uma acomodação até dezembro. “Depende da economia, mas esperamos que o número de lançamentos cresça entre 8% e 10%.” O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, é mais cauteloso. “Acho que 2013 será muito parecido com 2012.”

Cinco meses. Desde janeiro, descontando a capital, 2013  não se destacou amplamente para a Região Metropolitana em relação ao ano passado. Em número de unidades, o aumento foi de apenas 6,07% em relação aos cinco primeiros meses de 2012.

O crescimento foi puxado pelos imóveis de até um dormitório, que somaram 797 unidades, alta de 148,3% ante a quantidade verificada no mesmo intervalo do ano passado. Os lançamentos de três dormitórios aumentaram 87,11%, com 1.815 novos bens imobiliários.

Mais numerosos entre todas as tipologias , os residenciais de dois dormitórios chegaram 2.628 unidades, queda de 23,69% em relação a 2012. Os imóveis amplos também tiveram retração: 45,18%. Eles atingiram desde janeiro a marca de 233 unidades.

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