“O montante é de uma minicidade”

“O montante é de uma minicidade”

Edifício comercial tem orçamento de R$ 5 milhões

Claudio Marques

26 de julho de 2014 | 17h00

Gerson Casarin, de 60 anos, é síndico profissional de um condomínio comercial que funciona 24 horas na Avenida Paulista. Para funcionar, o edifício de 625 salas possui 45 funcionários contratados e 25 terceirizados e movimenta um orçamento anual médio de R$ 5 milhões.

“Administrar esse montante, demanda bastante trabalho e ajuda. Eu conto com apoio da administradora, do conselho consultivo, composto por três membros, e de uma equipe administrativa de duas pessoas para tocar o dia a dia.”

Há 12 anos no comando do edifício, o engenheiro civil Casarin conta que tem habilidade para a administração e diz ter o apoio de um advogado, um contador e um economista no conselho. “O síndico contratado deve ter muita transparência com os condôminos, analisar pastas e prestar contas, sempre. Quando há uma relação de confiança, o trabalho fica mais fácil.”

Edifício tem 625 salas, 70 funcionários. Pelo local, circulam quatro mil pessoas. (Foto: Divulgação/Winston Churchill)

Para gerenciar um orçamento volumoso, Casarin chega ao edifício por volta das 6h30 da manhã e sai sempre após às 20h. Ele conta que, para o pleno funcionamento do empreendimento, existem três turnos des funcionários.

“Por opção minha, o condomínio não tem zelador e para ajudar nas tarefas diárias eu tenho líder de portaria, líder de recepção e líder de controladores de acesso. Ter uma equipe auxilia na gestão”, defende.

Casarin conta que manutenção é um dos itens mais importantes do edifício. De acordo com ele, as correções devem ser preventivas para evitar contratempos. “Manutenção e folha de pagamento são os dois maiores custos do condomínio.”

O edifício tem um público diário interno fixo de duas mil pessoas, condôminos e funcionários, além de receber 1.800 visitantes e aproximadamente 200 clientes externos – que são aqueles que circulam na área de lojas localizada no andar térreo do condomínio.

O condomínio tem conta exclusiva e é responsável por todas os pagamentos e recebimentos, cabendo à administradora cuidar dos afazeres jurídicos, contábeis e de cobrança. O departamento de recursos humanos é tocado pela administração interna, disponde de duas funcionárias que estão sob a liderança de Casarin.

“O prédio tem orçamento, volume e circulação de uma minicidade. Por isso, tudo precisa funcionar bem”, diz.

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