Operação urbana garante elevada oferta de imóveis no Itaim Bibi

Claudio Marques

24 de setembro de 2012 | 14h06

GUSTAVO COLTRI

No meio do principal eixo corporativo de alto padrão da cidade, o distrito do Itaim Bibi, composto por bairros como Vila Olímpia e Brooklin, também se destaca no mercado de lançamentos. A localidade atraiu 23 empreendimentos de janeiro do ano passado a agosto último, de acordo com dados do Geoimovel. O bom desempenho deve-se ao Brooklin, com a metade dos novos empreendimentos da área.

A região foi beneficiada pela Operação Urbana Água Espraiada, que permitiu, para as empresas, a compra de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), elevando o potencial construtivo dos terrenos. Os Cepacs são papeis imobiliários negociados pela Prefeitura no mercado financeiro para a obtenção de recursos para as obras das operações urbanas.

No último leilão realizado pelo poder público municipal, cada papel foi negociado por cerca de R$ 1,2 mil. O valor elevado fez com que as empresas do setor investissem em projetos sofisticados no bairro – 67% das unidades lançadas têm, pelo menos, padrão médio alto.

“O incorporador pensa em qual é o maior valor que ele pode pagar pelo título para que ele consiga vender o empreendimento. E lá isso é viável”, diz o diretor corporativo da empresa de pesquisas, Celso de Sampaio Amaral Neto. O Brooklin dá continuidade ao conjunto corporativo iniciado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, hoje o endereço mais caro da capital.

É uma região com terrenos disponíveis e demanda por eles. Trata-se da primeira fronteira de extensão do Itaim”, diz o diretor de incorporação da Even. Marcelo Dzik. A companhia lançou em agosto o mais recente residencial da área, batizado de Somma, com unidades de quatro dormitórios ou três suítes na Rua Arizona. A incorporadora prepara ainda dois lançamentos na região nos próximos meses.

Segundo Dzik, o Brooklin conquista espaço antes ocupado por Moema e Campo Belo, mas se caracteriza dos demais pela diversidade dos projetos. “Ele tem um perfil um pouco menos tradicional”, diz o executivo, que vê espaço tanto para o desenvolvimento de compactos quanto projetos para o público familiar.

A movimentação do mercado ocorre principalmente próximo a Avenida Jornalista Roberto Marinho. Ruas como Califórnia, Flórida e Nova York concentram a maior parte dos edifícios, que, aos poucos, verticalizam a tradicional região de casas.

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