Pintar o imóvel exige técnica e cor
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Pintar o imóvel exige técnica e cor

Claudio Marques

30 de maio de 2014 | 23h12

 

O mercado de tintas conta com uma infinidade de tipos e cores capazes de deixar os ambientes bonitos e agradáveis. Mas para conseguir um bom resultado é preciso ir além de uma bela coloração. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), para obter um bom resultado na pintura, todo o sistema precisa ser adequado. O que inclui a preparação da superfície, a escolha certa da tinta e de produtos complementares e a utilização das técnicas corretas para aplicação dos produtos.

O engenheiro Lamartine Navarro Neto, de 54 anos, conta que nunca havia pensando em cores e técnicas na hora de pintar as paredes de sua casa. “Eu sempre usava o branco”, diz. Mas ao comprar um novo imóvel e reformá-lo foi convencido pela arquiteta a usar cor em alguns ambientes.

“Uma sala inteira de quatro ambientes, mais o lavado foram pintados na cor azul e azul mais escuro (foto). Para compor, o andar de baixo ficou em um tom de cinza mais claro”, conta. Navarro Neto diz que não participou da escolha, quando a arquiteta sugeriu a cor azul ele aceitou, sabendo que se não gostasse poderia trocar.

Usou outras cores pela primeira vez (Foto: JF Diorio /Estadão)

Ele destaca, contudo, que pintar paredes não é apenas jogar a cor. Segundo o engenheiro, é importante ter a orientação de um profissional, uma vez que a aplicação deve ser feita de acordo com técnicas corretas e ferramentas adequadas.

O projeto foi bem elaborado e feito pensando nos espaços, na incidência de luz e utilizando produtos de boa qualidade. Jamais pensei em paredes com cor, mas depois da pintura, o ambiente ficou muito agradável, já renovei com o tom azul.”

Composição. A sócia da KTA – Krakowiak & Tavares Arquitetura, Ana Cristina Tavares, afirma que hoje há disponibilidade de uma variada gama de tintas para todos os espaços e tipos de materiais.

Segundo Ana, existem regras mais básicas. Para a parede, a tinta ideal é a látex acrílica, por ser mais resistente e fácil de limpar. Já para forro e teto – local com menor atrito –, o látex PVA é o mais indicado. Em bases de madeira, como portas que têm alto manuseio, a tinta deve ser a de esmalte sintético, feita à base de óleo e que também permite lavagem.

“A cor também vai depender da composição com os outros espaços. É preciso observar a tonalidade correta, a resistência, fazer testes na parede e observar a incidência de luz”, acrescenta a arquiteta.

É preciso avaliar a incidência de luz (Foto: Divulgação KTA Arquiteutura)

Para a diretora técnica do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP), Luciana Rando, devido a grande variedade, é importante conhecer as principais diferenças básicas entre as tintas.

“Não existe um único tipo de tinta que sirva para todas as superfícies e usos. A escolha do produto adequado é essencial para o bom acabamento e durabilidade da pintura.”

De acordo com Luciana, o arquiteto é o profissional especializado que saberá dizer como e quando usar o produto, além de explicar as diferenças entre os vários tipos existente. “Cada tinta serve para uma determinada aplicação e é importante fazer a especificação correta para obter um bom resultado.”

Profissionalização. Proprietária da M&M Pinturas & Texturas, Miriam Müller, de 53 anos, atua no ramo há mais de 15 anos. Com cursos específicos no setor, ela também é professora de pintura e textura no Senai São Paulo e tem uma pequena equipe formada por ex-alunas, duas pintoras.

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“Não falta trabalho para o profissional especializado. O cliente quer zelo, capricho e segurança”, diz. A atividade de Miriam não é apenas por a mão na tinta. Quando contratada, ela avalia a parede para saber qual é o tinta mais adequada, orienta na compra de produto e equipamentos, mostra catálogo de cores e acompanha o cliente à loja.

Para Miriam, o trabalho de um pintor profissional vai além de cobrir paredes, ele deve prestar assessoria. Por isso, o valor cobrado pelo serviço pode ser bastante variado. “Na hora do orçamento, é preciso avaliar o metro quadrado, a quantidade de profissionais e dias de obra e as condições da parede”, diz.

Antes, parede deve ser limpa,  nivelada e lixada

Antes mesmo de escolher o produto adequado, os profissionais lembram que toda tinta deve ser aplicada após a limpeza, nivelamento e lixamento da parede do imóvel. “A parede, o teto, ou mobiliários que forem receber a tinta devem estar preparados para o efeito final ser satisfatório”, acrescenta a arquiteta Eliana Souza.

Ela destaca a necessidade de escolher o produto certo. Para o interior, existem tintas para locais úmidos, antimofo, antibacterianas – para quem tem alergias, a epóxi, adequada para cozinhas, áreas de serviço e lavanderias. “Também há tinta para azulejos e gesso – que deve ser acrílica –, além das específicas para madeira, metal e tijolos.” A arquiteta Cilene Lupi diz que sempre leva em consideração a composição da tinta e procura usar a que menos agride o meio ambiente.

 

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