Plano Diretor incentiva a integração com o espaço público

De acordo com o novo PDE, as áreas destinadas a usos não residenciais nos prédios, por exemplo, serão consideradas não computáveis até o limite de 20% da área total dos empreendimentos

Claudio Marques

24 de agosto de 2014 | 10h00

Gustavo Coltri

Algumas novidades do Plano Diretor Estratégico (PDE) contribuem para que o valor das unidades não cresça tanto quando os projetos protocolados agora chegarem ao mercado.

Incorporadores que priorizarem a integração das edificações com os espaços públicos da cidade terão deduções nas áreas consideradas computáveis dos projetos. Em outras palavras, os espaços construídos sob esta condição não contam para o potencial construtivos das edificações, então podem ser comercializados sem comprometer a capacidade de verticalização dos prédios – o que reduz o preço por unidade.

De acordo com o novo PDE, as áreas destinadas a usos não residenciais nos prédios, por exemplo, serão consideradas não computáveis até o limite de 20% da área total dos empreendimentos. Trata-se de um incentivo para os projetos mistos.

A chamada fachada ativa, ou seja, o uso da porção térrea das fachadas para a instalação de lojas em contato com a rua, também contribuirão para as deduções. Em terrenos com mais de 20 metros de frente, os projetos que oferecerem comércio em padrão de galeria terão essas áreas consideradas como não computáveis até o limite de 50% da metragem do lotes.

Os prédios com áreas destinadas à passagem pública no térreo ainda terão benefícios. A metade do potencial construtivo nas nos espaços de fruição serão não computáveis.

Empresários do setor apostam nas Operações Urbanas

Se as novas regras do plano diretor preocupam os incorporadores, as operações urbanas consorciadas enchem os empresários de expectativas.

Assim como zonas destinadas à inclusão social e à proteção aos patrimônios cultural e ambiental da cidade, os perímetros das operações urbanas em vigor e daquelas em planejamento ficam dispensados da aplicação da regra dos eixos. “As operações urbanas serão a nossa salvação”, diz Nick Dagan, da Esser.

Só a operação do Centro oferece hoje oportunidades para os empreendedores, segundo ele. O projeto na região da Água Branca, já aprovado, aguarda a emissão dos primeiros Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) – que ampliam o potencial de verticalização das áreas, mediante contrapartida para a Prefeitura. Outras duas operações, Faria Lima e Águas Espraiadas, passam por revisões e hoje se encontram com estoques de Cepacs esgotados.

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