Preços para temporada devem subir na Baixada e no litoral norte, diz delegado do Creci

Claudio Marques

26 de junho de 2012 | 09h16

Com temperatura mais amena no inverno, o litoral paulista é menos procurado do que a serra pelos turistas na temporada de julho, mas se coloca como opção a quem quer fugir do frio seco interiorano. De acordo com o delegado da sub-regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) em Santos, Carlos Manoel Neves Ferreira, as diárias na região variam de R$ 130 reais nas quitinetes a R$ 1,5 mil em casas ou apartamentos de quatro dormitórios próximos à praia.

O litoral norte, segundo Ferreira, é a região da costa paulista mais requisitada pelos locatários nesta época do ano. “Casas de três dormitórios costumam ser muito procuradas pelas famílias”, conta o executivo.

Em Ubatuba, o corretor Gilberto Pereira dos Santos, sócio da Oceanic Negócios Imobiliários, estima em R$ 150 a diária mínima de casas para seis pessoas na cidade – bens de alto padrão chegam a R$ 2,5 mil ao dia, segundo ele. “As áreas mais procuradas em Ubatuba ficam entre Lázaro e Itamambuca”, diz.

Na opinião do corretor local Ubyratan Romero, da Atlantis Imóveis, municípios vizinhos têm preços semelhantes. “São Sebastião está nivelando em preços por causa de Maresias. Talvez esteja até um pouco mais caro do que Ubatuba – não a cidade, mas depois dela. ”

Mercado. Os valores no litoral norte do Estado tendem a ficar ligeiramente mais altos este ano, na opinião do delegado do Creci-SP. E o movimento de alta também seria sentido em municípios mais centrais, como Santos e Guarujá. “Já no litoral sul acredito que as diárias ficarão mais baratas. ” Casas de dois dormitórios estão sendo ofertadas por R$ 230,00 da Praia Grande à Itanhaém, segundo ele.

A corretora Simone de Oliveira, da imobiliária praia-grandense Costa do Sol, avalia a partir de R$ 180 a diária de imóveis de um dormitório em bairros como Guilhermina, Canto do Forte e Vila Tupi. “Pacotes para se conseguir descontos são de, no mínimo, cinco dias. Dependendo do proprietário, dá para barganhar até uns 20% do valor”, diz.

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