Quem é e o que quer o locatário da capital
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Quem é e o que quer o locatário da capital

Pessoas entre 18 e 24 anos correspondem a 10% dos que alugam; nessa faixa, há estudantes, que buscam imóveis próximos a faculdades

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29 de julho de 2018 | 07h15

A estudante Sandy Zambelli diz não se importar com o barulho da avenida onde mora. Foto: Alex Silva/Estadão

Por Jéssica Díez Corrêa / Especial para o Estado

O locatário da capital tem até 34 anos, em média, é casado, ou mora com mais uma pessoa, procura imóveis de dois dormitórios e com valor máximo de R$ 1,25 mil. Os bairros de sua preferência são: Bela Vista, Vila Mariana, Moema, Pinheiros, Tatuapé, Consolação, Perdizes, Saúde, Butantã e Brooklin. As informações são parte do estudo feito pelo portal de imóveis Grupo Zap (veja quadro abaixo).

Com base no levantamento e em entrevistas com diferentes representantes do setor imobiliário, é possível identificar quatro perfis frequentes de locatários paulistanos: estudantes, executivos, família e mais recentemente, idoso.

“Um em cada dez inquilinos, segundo a pesquisa, possui entre 18 e 24 anos”, afirma Cristiane Crisci, gerente de inteligência de mercado do Zap. Parte deles é estudante – São Paulo é grande polo acadêmico e recebe jovens de todo o País. “O nosso público mais frequente são os millenials, que vêm para estudar. Eles fazem busca bastante ativa”, diz Cristiane.

Estudante. O requisito deste perfil de locatário é morar em regiões próximas às faculdades ou com fácil acesso a transporte público. “Eles buscam economia. Querem pagar menos, mas em bons lugares”, afirma a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.

Tal exigência pode se tornar um desafio, uma vez que parte das universidades está em regiões valorizadas pelo mercado imobiliário paulistano. Assim, quando o imóvel desejado ultrapassa o orçamento, a solução é compartilhar a locação. “O que importa é a localização. Se o preço no bairro escolhido não cabe no bolso, o universitário tenta achar outras pessoas, também estudantes, para fazer a divisão”, diz o diretor comercial da Lopes Imóveis, Mario Colli.

O estudante Bruno Reis, de 20 anos, mora com dois amigos em um apartamento próximo à faculdade, na Vila Mariana. “Levo 4 minutos a pé até em casa.”

Para ele, dividir um imóvel tem melhor custo-benefício. Bruno e seus amigos pagam, cada um, R$ 1,2 mil de aluguel. “Minha casa já veio mobiliada. Tem três quartos, dependência de empregada, cozinha grande. Nessa faixa de preço, só daria para encontrar uma quitinete.”

Sandy Zambelli, pós-graduanda de 26 anos, saiu há pouco mais de um mês do apartamento que dividia com um amigo para morar sozinha, na Bela Vista. Ela encontrou um imóvel na faixa dos R$ 1,5 mil, na Avenida Nove de Julho.

A estudante afirma não se importar com a alta movimentação da região. “Eu durmo e acordo com o barulho dos carros, mas gosto, porque há muito movimento e consigo ir para qualquer lugar a pé.”

/ COLABOROU MATEUS APUD, ESTAGIÁRIO SOB SUPERVISÃO DO EDITOR DE SUPLEMENTOS DANIEL FERNANDES

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