Saiba o que avaliar para ter um imóvel com a janela ideal
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Saiba o que avaliar para ter um imóvel com a janela ideal

EDILAINE FELIX

20 de dezembro de 2015 | 07h47

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Peças fundamentais de qualquer projeto imobiliário, as janelas disponíveis no mercado são dos mais variados modelos e material. Elas são, no entanto, pouco avaliadas no momento da compra ou reforma de um imóvel. Mas para arquitetos e profissionais que atuam nessa indústria não existe um modelo que seja o ideal.

No entanto, o sócio do Estúdio Mosaico, arquiteto Daniel Simaan, diz que o melhor tipo de janela será sempre aquele que mais se adequar ao projeto, ao ambiente e que ofereça bom custo-benefício, ao mesmo tempo em que se leva em conta as funções primordiais da peça: garantir a entrada de iluminação e ventilação natural.

Para ele, os principais critérios a serem considerados são a quantidade de luz natural desejada para o ambiente, a orientação do cômodo (nascente ou poente), o tipo de controle da ventilação natural, o nível de ruídos externos, os custos (de compra e manutenção), além da necessidade de maior ou menor privacidade.

“Há várias opções de diferentes materiais, dimensões e tipos de abertura. Com relação aos tipos de abertura, a lista é extensa. Dentre os principais modelos estão as venezianas – verticais e as que deslizam horizontalmente –, maxim-ar (feita em uma só peça de vidro que, quando aberta, fica em uma posição quase perpendicular ao caixilho), basculantes (vitrôs) e as de estilo guilhotina. E todas podem atender aos mais diferentes espaços”, diz Simaan.

Projeto. De acordo com o arquiteto, a escolha pelo modelo está diretamente vinculada ao clima no local – incidência solar e ventos predominantes –, das condições do projeto, bem como das questões de privacidade e opções estéticas.
“É essencial escolher uma janela de acordo com o que se busca no projeto e no ambiente, além de estar atento às questões de conforto e proteção”, diz Simaan.

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP), Gilberto Belleza, reforça que a janela deve se harmonizar com a arquitetura e a paisagem do local.

“É preciso ter um profissional capacitado e competente para respeitar as questões técnicas, de segurança, de abertura, isolamento e insolação”, diz.

Arquiteta do escritório Figoli-Ravecca, Patrícia Cillo lembra da importância de se instalar janelas em pontos que privilegiem a ventilação cruzada. “Precisa ter um projeto e analisar a janela dentro do cômodo a ser instalada.”

Patrícia lembra que nas residências é necessário usar modelos com possibilidade de abertura (de correr, basculante, 90°) para aproveitamento total dos ventos e iluminação natural. Por sua vez, os ambientes comerciais buscam janelas que aumentem a luminosidade.

Segurança. A arquiteta recomenda analisar a vedação, o tipo de caixilho e o tamanho e dimensão do vidro antes da contratação de uma janela. “Os projetos devem estar de acordo com o vão para dar sustentação e segurança ao imóvel.”

Segundo Patrícia, as proporções da janela (tamanho, peso) em relação ao cômodo são fundamentais para haver um produto, e um projeto, mais harmônico e mais seguro.

Cores, acabamento, material (alumínio, aço, ferro, madeira, PVC) pronta ou por sob medida também devem ser considerados. De acordo com Simaan, as janelas prontas costumam ter um custo mais baixo, porém os tamanhos e modelos são limitados. Já as feitas sob medida ampliam as possibilidades de projeto e contribuem para a criação de ambientes únicos.

Para ele, a segurança deve ser considerada desde o primeiro momento, para evitar a necessidade posterior de anexar grades ou barras de ferro. “Nesse sentido, seria interessante optar por janelas que já incluam sistema de trava adequado, o que é cada vez mais comum no mercado”, diz.

Aço é o material mais utilizado no Brasil 

O vice-presidente de Programas da Qualidade da Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), Alberto Henrique Cordeiro, faz coro a arquitetos e construtores e diz ser importante conhecer o ambiente no qual a janela será colocada, para avaliar a esquadria que mais se adapta ao projeto.

A última pesquisa disponível sobre o tema, realizada pela Afeal em 2012 e divulgada no ano passado, mostra que no Brasil 45,3% das unidades fabricadas são em aço, somando 20,8 milhões de janelas; madeira representa 31,3% (14,3 milhões), alumínio, 21,6% (10 milhões) e PVC apenas 2% (920 mil janelas instaladas).

De acordo com Cordeiro, as esquadrias devem seguir a Norma de Desempenho 10.821 /2011, que regulamenta itens como a estanqueidade (impermeabilidade em relação a passagem de água e ar), operações de manuseio, teste de ciclos – abertura e fechamento, peso e resistência.

Durabilidade. O material de uma janela costuma ser fator determinante para sua durabilidade, eficiência térmica e acústica, além de influenciar diretamente o custo, segundo o arquiteto Daniel Simaan.

“Dentre os principais materiais disponíveis estão o PVC e o alumínio, de custo alto porém com bom isolamento, excelente durabilidade e fácil manutenção; o ferro e o aço, mais resistentes e um pouco mais baratos, porém de difícil manutenção; e a madeira, que exige maior cuidado, tem preço alto, mas tem seu próprio charme”, afirma Simaan.

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