Tudo à disposição, sem nenhum acidente

Tudo à disposição, sem nenhum acidente

Claudio Marques

19 de agosto de 2012 | 08h57

GUSTAVO COLTRI

Sem deslizes. Materiais antiderrapantes dificultam ocorrência de quedas na beira da água
(Foto: Clayton de Souza/AE)

Às vezes, contar todos os itens de lazer em um condomínio-clube não parece uma tarefa fácil, tamanho é o número de opções à disposição dos moradores. Planejar e gerenciar todos esse espaços é ainda mais desafiador tanto para incorporadoras quanto para síndicos e administradoras, porque o descuido pode acabar em acidentes e prejuízos.

Pela complexidade dos conjuntos, o zelo começa ainda na fase de projetos, na medida em que a planta deve prever o fluxo de circulação de pessoas dentro do empreendimento. Esses grandes condomínios, de perfil familiar, têm espaços dedicados a crianças muito pequenas, pré-adolescentes, adolescentes, adultos e até idosos – e o uso inadequado de aparelhos pode ser um importante fator de risco.

“Dependendo muito do tamanho do terreno, consegue-se deixar todos os itens de lazer separados: os de crianças para um lado; os de adulto para outro. Mas nem sempre isso é possível”, diz o diretor de incorporação da Brookfield, André Lucarelli. A empresa prepara atualmente o lançamento de um residencial no centro da capital paulista com 33 opções de lazer divididas em quatro grandes setores.

As companhias do segmento imobiliário também investem em materiais adequados para cada empreendimento. “Na piscina, usamos granito com acabamento antiderrapante. E, quando há decks, utilizamos madeiras frisadas para evitar que os espaços sejam escorregadios. Também trabalhamos sempre com um gradil e com um portão de acesso”, conta a gerente de produtos da incorporadora Even, Geovana Berta.

Os cuidados estendem-se à escolha do mobiliário para os espaços disponíveis. A Tecnisa tem uma equipe multidisciplinar para isso, avaliando a forma mais eficiente de aproveitar as dependências sem abrir mão da segurança. “Até para colocar uma mesa de ping-pong, é preciso pensar para que a pessoa não bata as costas na parede ao se movimentar para pegar a bola”, explica a gerente de projetos da empresa. Patrícia Valadares. Aspectos complementares como a iluminação são igualmente importantes, pois algumas instalações têm utilização mais intensa à noite.

O desenvolvimento dos espaços, segundo ela, também deve ser baseado na consulta a fornecedores de equipamentos para a compra dos produtos adequados – mais tarde, na entrega do empreendimento, os incorporadores passam aos proprietários um manual de utilização.

No momento da ocupação, é importante que as regras de uso e a restrições fiquem expressas, na opinião da gerente geral de condomínios do Grupo Itambé, Vania Dal Maso.  Segundo ela, os condomínios devem determinar, na formulação do regulamento interno, o público adequado para cada equipamento e os horários permitidos. Ao lado de cada espaço de lazer, seria recomendado também que as normas ficassem sinalizadas claramente para todos os moradores.

De olho. Como tentativa de prevenção, o diretor de locação da Associação das Administradora de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), Eduardo Zangari, indica a instalação de câmeras para os monitoramento das áreas de lazer, coibindo o mau uso.

Outra forma possível de fugir dos problemas baseia-se na contratação de uma empresa especializada para monitorar a prática de atividades nos conjuntos – especialmente nas quadras e academias. “Mas o condomínio não deve tomar conta do filho dos outros”, pondera Zagari.

As vistorias periódicas e os trabalhos de manutenção, por outro lado, fazem a diferença, segundo o gerente da administradora Auxiliadora Predial em São Paulo. Júlio Herold. “Algumas empresas de equipamentos dão garantias e ainda fazem a manutenção a cada seis meses’, diz.

Tudo o que sabemos sobre:

acidentesmanutençãoprojeto

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.