4G cresce no Brasil, mas preço dos aparelhos e rede de cobertura são desafios

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4G cresce no Brasil, mas preço dos aparelhos e rede de cobertura são desafios

nayarasampaio

11 de outubro de 2013 | 11h13

Luciana Bruno, da Reuters

A oferta de modelos de smartphones com conexão 4G mais que dobrou nos últimos seis meses no País, mas o preço alto dos aparelhos e a rede ainda limitada permanecem como desafios para ampliar a base de usuários dessa tecnologia.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de modelos 4G homologados passou de 11, em abril, quando foi iniciada a oferta, para 31 no início de outubro.

Do total de aparelhos homologados, oito são da Samsung, seis da LG, cinco da Nokia, quatro da BlackBerry, quatro da Sony e dois da Motorola. A Apple, que até então não tinha iPhones adaptados à frequência adotada no Brasil, teve dois modelos homologados recentemente.

Juntas, as operadoras Claro e Vivo pretendem oferecer até o fim do ano mais 14 modelos de smartphones com a tecnologia 4G, informaram as operadoras à Reuters.

Nokia Lumia tem conexão 4G

Acessos. Apesar do aumento da oferta de aparelhos, o número de pessoas que usa o 4G continua baixo na comparação com o total de usuários de internet móvel no País. Segundo dados da Anatel de agosto, a banda larga móvel totalizava 85,31 milhões de acessos, dos quais apenas 398,62 mil eram 4G.

Um dos principais desafios para a ampliação da base de clientes ainda é o elevado preço dos smartphones adaptados à tecnologia, disse o analista de mercado do IDC, Leonardo Munin, ressalvando que o cenário está mudando gradualmente.

“Os produtos que têm essa disponibilidade são caros, mas a diminuição do preço está começando a acontecer”, disse Munin, lembrando que há seis meses não havia aparelhos 4G disponíveis no mercado por R$ 1.000, como é o caso hoje de um dos modelos da Nokia.

Os preços variam dependendo do plano do cliente, mas no pré-pago da Claro, por exemplo, celulares 4G como o Moto X chegam a custar R$ 2.399. Entre os celulares inteligentes com tecnologia 3G, a oferta de smartphones mais baratos é maior, com modelos disponíveis por R$ 599, como o Samsung Galaxy Trend. A Vivo não informou o preço de seus smartphones 4G. Procuradas, TIM e Oi não se pronunciaram.

Samsung: oito modelos com 4G

Rede é escassa. Na opinião do gerente de produto da Motorola, Renato Arade, não é apenas o preço dos aparelhos o desafio para o crescimento do 4G, mas também a ampliação da infraestrutura de rede.

“Hoje temos produtos com suporte para 4G, mas no Brasil, somente nas maiores cidades o usuário consegue ter o benefício”, disse o executivo. “Com uma abrangência maior no País, pode haver demanda maior e posicionamento de preços diferente”, declarou.

A Motorola tem dois aparelhos disponíveis no mercado, o Motorola RAZR HD, o primeiro 4G lançado no País, e o Moto X. Segundo Arada, os dois produtos têm valor mais alto porque o 4G demanda componentes mais caros, como bateria de maior duração e tela maior para ver vídeos. O executivo não descarta, porém, a possibilidade de nos próximos anos, com a evolução tecnológica e aumento da demanda, o custo dos aparelhos cair.

Munin, do IDC, é da mesma opinião, e acredita que no ano que vem a procura será maior. “Esse mercado deve começar a crescer forte mesmo lá pela metade de 2014. A Copa vai alavancar, e a infraestrutura vai melhorar até lá”, disse.

As quatro principais operadoras brasileiras disseram em agosto estar adiantadas no cumprimento da meta da Anatel de cobrir com rede 4G as cidades-sedes e subsedes da Copa do Mundo até 31 de dezembro. Porém dificilmente as operadoras atingirão neste ano projeção de 4 milhões de usuários 4G divulgada pela Anatel, segundo empresas do setor.

No final de agosto, a agência afirmou que considerava antecipar metas de universalização dos serviços de telefonia 3G e 4G no Brasil. A meta para o 3G, definida atualmente para 2017, pode ser encurtada em um ou dois anos, enquanto a do 4G, de 2019, pode ser antecipada em um ano.

O governo leiloou frequências de 2,5 GHz para uso pela telefonia 4G no ano passado e deve fazer novo leilão envolvendo a faixa de 700 MHz, mais comum no mundo para a operação da tecnologia, no começo de 2014.

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