A Copa das redes sociais, das selfies e da segunda tela
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A Copa das redes sociais, das selfies e da segunda tela

A Copa do Mundo de 2014 superou vários recordes dentro dos estádios e nas redes sociais

Mariana Congo

14 de julho de 2014 | 18h09

A Copa do Mundo no Brasil comprovou algumas tendências do mundo digital.

O fenômeno da segunda tela – quando as pessoas assistem televisão ao mesmo tempo em que comentam a programação usando seus celulares, tablets ou computadores – foi consolidado com os recordes de interações registrados pelo Facebook e pelo Twitter durante os jogos.

A infraestrutura de rede das operadoras suportou, dentro dos estádios, o tráfego intenso de compartilhamento de imagens, trocas de mensagens e ligações – em um volume equivalente ao envio 48,5 milhões de fotos e de 4,5 milhões de ligações telefônicas ao longo de 64 partidas.

Veja o balanço:

Podolski e Schweinsteiger, campeões pela Alemanha (AFP PHOTO/ADRIAN DENNIS)

Copa das selfies. Nos estádios, essa foi a Copa das selfies. O recorde do envio de fotos foi registrado no jogo final, segundo o SindiTelebrasil, sindicato que reúne operadoras de telecomunicação. Com público de 74 mil pessoas no Maracanã e um tráfego de dados de 1.448 gigabytes, o uso da rede de dados na final da Copa do Mundo se aproximou ao registrado no Super Bowl, final da liga de futebol americano, com 1.642 gigabytes e 72 mil torcedores.

Os torcedores que estavam no Maracanã na final publicaram 2,6 milhões de fotos durante o jogo, conforme os registros de volume de tráfego de dados pelas operadoras. O tamanho médio das imagens foi de 0,55 megabyte.

Ao longo das 64 partidas da Copa, foram 48,5 milhões de fotos (o equivalente a 26,7 terabytes) e 4,5 milhões de ligações.

Nos 12 estádios, as operadoras investiram R$ 226 milhões em infraestrutura de rede. Para medir o tráfego total de ligações e de comunicação de dados, foi considerado um período de sete horas, de três horas antes da partida até duas horas depois.

Jamie Oliver e Rihanna posam em selfie no Maracanã (AFP PHOTO/GABRIEL BOUYS)

No Twitter. A final da Copa do Mundo bateu o recorde de tweets por minuto. Foram 618 mil postagens no Twitter no fim do jogo, momento em que a Alemanha foi declarada campeã, vencendo a Argentina. Na mesma partida, o momento do gol de Mario Götze no fim do segundo tempo da prorrogação teve 556 mil tweets por minuto. Em terceiro, está o momento em que Lionel Messi recebe a Bola de Ouro, com 395 mil comentários por minuto.

O recorde de mais postagens por minuto pertencia ao jogo do desastroso 7X1 da Alemanha sobre o Brasil, quando 580 mil tweets por minuto foram postados após o gol de Sami Khedira.

Já o recorde de número de tweets ainda pertence à partida Brasil e Alemanha, quando foram publicados 35,6 milhões de posts, contra 32,1 milhões na final da Copa.

No total, o Twitter registrou, ao longo de 32 dias, 672 milhões de tweets relacionados ao Mundial.

Torcedora tira selfie no Rio de Janeiro (EFE/Marcus Brandt)

No Facebook. A Copa envolveu 350 milhões de usuários do Facebook pelo mundo ao longo do Mundial, com 3 bilhões de publicações, comentários e curtidas. O diretor de parcerias de mídia global do Facebook, Nick Grudin, disse à Reuters que a empresa esperava um alto nível de engajamento, mas que o resultado foi extraordinário.

A partida mais comentada foi a final Alemanha e Argentina, com 88 milhões de usuários e 280 milhões de interações. Ao longo do Mundial, os brasileiros foram responsáveis por 26% das postagens relacionadas à Copa. Os norte-americanos responderam por 10% das interações.

Neymar liderou o ranking de jogadores sobre o qual mais se falou, seguido pelo argentino Lionel Messi, o português Cristiano Ronaldo e o uruguaio Luis Suárez.

Infraestrutura. Foram instaladas 15 mil antenas de telefonia móvel para a Copa, sendo 3.274 em estádios, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. De acordo com ele, 16 mil turistas estrangeiros compraram cartões SIM para seus celulares e foram registradas 341,8 mil ligações via roaming internacional. Bernardo classificou a Copa como o “maior evento nas redes sociais do planeta”.

Os serviços de telecomunicações e TI fornecidos exclusivamente para a Fifa e para os 20 mil profissionais de mídia credenciados para o evento movimentaram 74 terabytes de dados ao longo de 31 dias, contra 25 terabytes no Mundial da África do Sul, segundo a operadora Oi. Ao longo da Copa, mais de 400 mil dispositivos se conectaram à rede Wi-Fi. O maior volume de tráfego de dados foi registrado no dia 23 de junho, quando aconteceram quatro jogos da fase de grupos.

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