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As diferenças entre Al Gore e Tim Berners-Lee

GLAUCIMARA BARALDI

19 de janeiro de 2011 | 15h48

Os jornais não erraram ao noticiar que o Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, e o inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee, defenderam a liberdade total da internet durante a palestra da Campus Party nesta semana.

O discurso dos dois palestrantes parecia único em muitos momentos, com um complementando o outro. As diferenças, porém, também foram mostradas.

Tim Berners-Lee mostrou um discurso mais anárquico, defendendo um modo libertário de buscar informações e tomar decisões. Político, Al Gore concordou, mas fez a ressalva de que muitas decisões populares são tomadas de modo emotivo, daí o destaque para a eleição de representantes que ‘pensam de modo mais profundo’ nos assuntos da sociedade.

Sobre o Wikileaks, o inventor do WWW comparou com um jornal. “Divulga informações que já deveriam ser públicas, dados abertos”, disse ele. Já o ex-presidente americano lembrou que os vazamentos já aconteciam antigamente, com papéis do Pentágono e só foi ampliado com a Internet. Ainda assim, foi mais moderado. “Como ex-jornalista, posso dizer que está correto em divulgar, mas é preciso responsabilidade sobre a divulgação e também, agir de acordo com a lei”.

E, claro, vale destacar o uso que cada um faz da internet. Enquanto Berners se assume como usuário, entra em diversos sites, cita fóruns e chats em que entra para discutir diversos assuntos, Gore diz que entra em uns 30 sites (jornais na maioria deles), adota o Facebook e o Twitter. Troca fotos ou informações suas com amigos? “Não”, respondeu o político, mostrando que as redes sociais, para ele, servem mais como ferramentas de trabalho.

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