‘Aspirador de pó do futuro’ não tem fio, é leve e não faz barulho
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‘Aspirador de pó do futuro’ não tem fio, é leve e não faz barulho

Empresa britânica Dyson, famosa pela potência dos seus aspiradores de pó, inovou em todos os componentes mecânicos para lançar o que chamou de 'iPad dos aspiradores'

nayarasampaio

16 de julho de 2014 | 16h15

‘iPad dos aspiradores’: sem barulho nem fio (Foto: NYT)

 

Mais de uma década atrás, a empresa britânica Dyson, conhecida por sua linha de produtos de limpeza a vácuo, calmamente começou a trabalhar em um projeto ambicioso para substituir a sua melhor invenção.

Aspiradores tradicionais da Dyson têm sido muito aclamados pela alta capacidade de sugar sujeira. Mas James Dyson, fundador da empresa, e alguns de seus principais gerentes, achavam que os aspiradores eram muito grandes e dificultavam o trabalho por causa do irritante fio elétrico plugado na tomada, sem falar no barulho ensurdecedor.

“Resolvemos fazer um aspirador mais conveniente”, disse Rob Green, engenheiro da Dyson, que trabalhou no projeto do aspirador do futuro.

“Dá muito trabalho tirar aquele trambolho do armário, desenrolar o cabo e depois ficar trocando de tomada para conseguir limpar a casa”, explica ele.

A Dyson, desde então, gastou centenas de milhões de dólares e contratou centenas de pessoas para projetar, construir e começar a vender o que espera venha a tornar-se o aspirador de pó padrão de amanhã – uma máquina leve, sem fio e que funcione bem sem fazer tanto barulho.

O mais novo modelo da marca, o DC59 Motorhead, é pequeno, pesa 2,2 quilos e é fino como um cabo de vassoura. Lembra uma arma a laser de ficção científica que poderia servir a uma civilização alienígena obcecada por limpeza.

Fabricante fez inovações em todos os componentes mecânicos (Foto: NYT)

Preço. O equipamento vem com vários acessórios que permitem que ele seja usado em uma variedade de modos – com o cabo esticado para limpar o chão ou encolhido, para ser usado manualmente para limpar o sofá ou os armários.

O aspirador é poderoso, capaz de sugar desde a bagunça deixada pelos filhos até as sujeiras petrificadas nos tapetes da casa ou nos estofados do carro.

Mas, ainda mais interessante do que a máquina é a maneira como ela foi desenvolvida. A Dyson usou o método de inovação mecânica.

Ao invés do cada vez mais habitual método do Vale do Silício de utilizar algoritmos e microprocessadores, a Dyson repensou dispositivos antiquados como motores, engrenagens, eixos, ímãs e outros componentes da máquina e fez modificações físicas no equipamento.

O resultado pode ser chamado de ‘o iPad de aspiradores de pó’. Assim como o iPad, ele custa caro: R$ 1 mil (nos Estados Unidos), mais que a maioria dos aspiradores convencionais. (The New York Times)

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