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BB quer trocar dívida da Gradiente por ‘iphone’

nayarasampaio

24 de abril de 2013 | 21h39

Nayara Fraga e Filipe Serrano, de O Estado de S. Paulo

A disputa pela marca iPhone no Brasil ganhou novo capítulo. Depois do lançamento do “iphone” de dois chips da Gradiente em dezembro – e de uma possível negociação entre a Apple e a empresa brasileira -, a história agora envolve o Banco do Brasil. A instituição financeira pediu o arresto (espécie de penhora) da marca iPhone por conta de uma dívida de R$ 947 mil que a fabricante de eletrônicos tem com o banco, disputada na Justiça.

O pedido veio à tona nesta quarta-feira, quando o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou um despacho da 27ª Vara Cível da Comarca de São Paulo que mostrava a decisão de um juiz sobre o arresto da marca G Gradiente Iphone. Na prática, a IGB (dona da Gradiente) não pode passar a marca a terceiros. A empresa continua a ter direitos sobre ela, mas as negociações com a Apple ou qualquer outra companhia ficam impossibilitadas. A decisão do juiz ocorreu em fevereiro.

A Gradiente disse por meio de sua assessoria que recorreu da decisão e conseguiu o efeito suspensivo. O caso está agora na segunda instância – o tribunal pode cancelar o arresto ou manter a decisão do juiz. Se ela for deferida, e a IGB não quitar a dívida, a marca pode ir à leilão. O Banco do Brasil não comenta.

A fabricante de eletrônicos diz estar confiante, já que o débito com a instituição financeira “se encontra amplamente garantido com bens que superam os valores em discussão”.

História. Por trás do iPhone da Gradiente, há uma história de falência. A IGB suspendeu suas atividades em 2007 por causa de dificuldades financeiras. A solução encontrada para se reerguer foi a criação de uma nova empresa em janeiro de 2012, a Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), com novos investidores.

Foi apenas nesse momento que a empresa concluiu um projeto pensado em 2000 – quando foi feito o pedido de registro da marca G Gradiente Iphone. “A intenção, desde aquela época, era fazer uma linha de smartphones com acesso à internet. Não era realidade, mas a gente sabia que viria a ser”, disse ao Estado, em dezembro, Eugênio Staub, dono da Gradiente e presidente do conselho de administração da CBTD. Apesar de a marca da Apple e a da Gradiente não serem idênticas, o uso de “IPhone” em parte do nome torna incompatível o registro da marca pela Apple.

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