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Como Facebook e Twitter lutam contra o “spam social”

Nayara Fraga

04 de janeiro de 2012 | 19h08

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ILUSTRAÇÃO: BOTTINO/ESTADÃO.COM.BR

Os hackers e cibercriminosos não se interessam mais pela criação de vírus para e-mail. Na era das redes sociais, o negócio, para eles, é estar onde as pessoas estão e passam mais tempo. É por isso que lutar contra o “spam social” (mensagem maliciosa que infecta perfis em redes sociais) tem sido esforço primordial de empresas como Facebook e Twitter.

Apesar de menos de 4% do conteúdo compartilhado no Facebook ser considerado spam, o volume desse conteúdo malicioso cresce mais rápido que a base de usuários, segundo reportagem publicada pelo The Wall Street Journal. Num dia qualquer, spams atingem menos de 0,5% dos usuários da rede — ou 4 milhões de pessoas.

Assim, a vigilância tem de ser constante. Dos 3 mil empregados do Facebook, cerca de mil colaboram para o combate dos spams de alguma maneira, incluindo engenheiros, advogados, gerentes de operações de usuários e analistas de risco, disse a empresa ao diário americano. A rede social bloqueia, todos os dias, 200 milhões de ações maliciosas, como mensagens com links que direcionam o usuários a vírus.

O engenheiro Tao Stein, por exemplo, já levantou da cama às 4h da manhã ao receber um alerta em seu celular, para conter um vírus que se espalhava pelo site. “Hey check out this link FREE IPAD” (Oi, veja este link iPad grátis), dizia a mensagem. “Mas não havia iPad grátis — apenas um malware que fazia os usuários do Facebook que clicavam no link distribuírem involuntariamente a mensagem irritante aos amigos”, explica o Journal.

No Twitter, 1,5% de todos os tweets foram considerados spams em 2010. Até o fim do ano, a companhia terá cinco programadores especialistas em spam (hoje são dois) e nove especialistas em abuso de contas.

“Lutar contra os spams sociais requer força humana porque quem os espalha se move rapidamente”, diz o WSJ. A equipe de integridade do site do Facebook passa dias e noites analisando o que usuários reportam como spam.

Leia a reportagem no Wall Street Journal, em inglês.


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