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Disputa ‘abertos’ x ‘fechados’ segue até nos pagamentos

GLAUCIMARA BARALDI

17 de fevereiro de 2011 | 10h13

A criação do sistema de pagamentos do Google (One Pass) na tarde desta quarta-feira, dois dias depois do lançamento do sistema de assinaturas da Apple, manteve clara a diferença entre sistemas abertos e fechados.

A Apple costuma adotar sistemas fechados, ditar as regras e ganhar uma porcentagem por cima. Foi o caso do sistema operacional iOS (só para Apple), da compra de aplicativos e conteúdo somente pela iTunes App Store e, agora, com o sistema de assinatura no iPad.

As regras da Apple para o novo serviço: o publisher (dono da editora) deve praticar os melhores preços por meio desse serviço e pagar 30% do valor da operação à Apple, que vai intermediar todo o processo por meio da App Store.

O Google costuma adotar sistemas abertos, gratuitos, permitindo que desenvolvedores adotem e, em muitos casos, auxiliem na criação das regras. Foi o caso do Chrome OS, do Android e, agora, com o sistema de assinatura One Pass.

As regras do Google: o publisher pode estabelecer suas condições e preços. E o usuário pode efetuar a compra tanto por aplicativos em smartphones Android como pela internet (web). Basta preencher nome de usuário e senha.

Vendo assim, parece que o Google é sempre melhor por ser gratuito. Mas a Apple continua a trazer gadgets geralmente mais bonitos, aplicativos geralmente mais intuitivos e, também geralmente, ganha rios de dinheiro com isso.

Por outro lado, essa liberdade dada pelo Google permite que ele ganhe mercado rapidamente, principalmente no caso do sistema operacional Android. Basta ver os números da última análise de vendas no mercado global e sua popularidade no Mobile Word Congress, que se encerra nesta quinta-feira (17). ‘Fechadona’, a Apple não compareceu ao evento.

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