Chinesa Xiaomi vai atrasar estreia no mercado brasileiro de smartphones
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Chinesa Xiaomi vai atrasar estreia no mercado brasileiro de smartphones

Processo 'longo' de certificação dos produtos e a necessidade de montagem no País são justificativas dadas por executivo da empresa; Xiaomi prepara lançamento de Android de aço inoxidável

Mariana Congo

18 de julho de 2014 | 18h07

A estreia da chinesa Xiaomi no mercado brasileiro de smartphones pode demorar mais que o esperado. A empresa é conhecida por produzir aparelhos de alta qualidade técnica a preços mais baixos que as concorrentes, como a Samsung e a HTC.

Segundo o vice-presidente de operações globais da Xiaomi, Hugo Barra, em entrevista em Nova Délhi, o “processo de certificação de dispositivos é longo e difícil”, o que vai atrasar o plano inicial da empresa para o País.

O mesmo obstáculo de certificação atrapalhou a chegada da empresa na Indonésia, onde a Xiaomi espera lançar seu novo smartphone em agosto.

Brasileiro, Hugo Barra deixou o Google no ano passado (Foto: REUTERS/Anindito Mukherjee)

Brasil. Ainda não há data para a chegada da empresa no País, afirmou o executivo, mencionando a necessidade de montagem local. “Pode demorar um longo tempo, provavelmente dentro dos próximos 12 meses, mas é difícil dizer”, afirmou Barra. Brasileiro, Hugo Barra deixou a vice-presidência da divisão Android do Google em agosto passado.

A popular fabricante chinesa de smartphones mira a Índia e o Brasil, após a China, como principais mercados para os próximos anos. Recentemente, a Xiaomi também lançou produtos na Índia, em Cingapura, na Malásia e nas Filipinas.

Android de aço. Na próxima terça-feira, 22, a Xiaomi realizará seu evento anual de lançamento de produtos. A expectativa do mercado é de que seja apresentado um novo smartphone, o Mi 4. O convite para o evento foi impresso em uma placa feita de aço inoxidável, material extremamente resistente à corrosão e à ferrugem, além de maleável.

Segundo o site The Next Web, tudo indica que será lançado um smartphone Android revestido de aço, o que poderia colocar a Xiaomi à frente das concorrentes que também trabalham com o sistema Android, mas que só produzem aparelhos feitos de plástico.

Modelos mais recentes da Xiaomi. Entre eles, o Mi 3 (Foto: REUTERS/Anindito Mukherjee)

Na Samsung… A concorrência mais forte no mercado de smartphones está impactando o desempenho da sul-coreana Samsung. A divisão de smartphones da empresa, uma das principais fontes de receita da companhia, tem perdido mercado para rivais chinesas – como a Xiaomi – e as vendas do Galaxy S5, lançado neste ano, estão abaixo do previsto.

Uma fonte afirmou à Reuters nesta sexta-feira que quase 200 gerentes da divisão de dispositivos móveis devolveram, voluntariamente, um quarto de seus bônus do primeiro semestre. O valor estimado é de US$ 2,9 milhões.

O gesto seria uma forma de demonstrar que os gerentes assumem a responsabilidade pela queda no lucro, e, parcialmente, um modo de mostrar que a gerência trabalhará com mais afinco.

A Samsung divulgará seus resultados trimestrais no dia 31 de julho e a expectativa é de que seja apresentado o pior lucro trimestral em dois anos.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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