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Farmácia automática otimiza trabalho em hospital

Hospital Sírio-Libanês, em SP, investe RS 8 milhões para reduzir manuseio de medicamentos e aumentar capacidade de atendimento

Mariana Congo

04 Fevereiro 2015 | 16h00

Na farmácia central do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, era comum abre-e-fecha dos gaveteiros do estoque. A cada receita médica que chegava, um auxiliar de farmácia corria para encontrar o remédio necessário para o paciente. Mas, desde setembro do ano passado, essa movimentação vem ficando cada vez menor. O hospital começou a transição para sua farmácia automática, hoje capaz de atender os 439 leitos da unidade Bela Vista.

O hospital passa por reformas de expansão e o objetivo é chegar a 727 leitos em 2017.  Com a necessidade de praticamente dobrar a capacidade de atendimento da farmácia central sem aumentar seu espaço físico, o desafio foi melhorar a produtividade. Foram investidos R$ 8 milhões para equipar a farmácia central com duas máquinas Swisslog que fazem a separação e o estoque dos medicamentos.

A capacidade de armazenagem é de 50 mil unidades e o equipamento consegue separar 600 comprimidos ou doses por hora – com a operação de uma só pessoa. No método manual, seria necessária uma equipe de oito pessoas para o mesmo trabalho. 

Quando um paciente precisa de um medicamento, a receita médica é recebida diretamente pela máquina, que libera a dose que será enviada para o leito. No total, a expansão da sede Bela Vista do Hospital Sírio-Libanês vai consumir R$ 1 bilhão no período entre 2009 e 2017.

Veja como funciona uma farmácia automática:

Você sabia? A caixinha de remédio que você compra em uma drogaria qualquer é a mesma que chega para o estoque de um grande hospital. No Brasil, a indústria não produz medicamentos a granel ou em embalagens maiores e adaptadas à demanda de uma farmácia hospitalar – que atende dezenas ou centenas de pacientes por dia. Em outros países, como nos Estados Unidos, existem remédios a granel, fornecidos especificamente para centros de saúde. 

Essa realidade faz o trabalho de uma farmácia hospitalar comum bastante manual. Em geral, funciona assim: a cartela do remédio – também chamada de blister – é cortada e os comprimidos são colocados em saquinhos individuais, identificados por código de barras. Em consequência do manuseio do remédio, a legislação exige que o prazo de validade seja diminuído em 75%. Já quando o processo automático, a validade pode ser mantida, melhorando a produtividade e a segurança.