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Funcionários do Facebook vendem ações e derrubam cotação

Nayara Fraga

31 Outubro 2012 | 20h53

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Há seis meses, pouco antes da estreia do Facebook na Nasdaq, a bolsa de valores que reúne as empresas de tecnologia, a expectativa dos empregados da rede social era de que ficariam milionários ou bilionários. Mas não foi isso que aconteceu — pelo menos não na proporção desejada. E o resultado dessa frustração foi visto nesta quarta-feira, 31, quando terminou o período de proibição de venda de 234 milhões de ações por parte dos funcionários.

As ações da companhia caíram 3,79%, cotadas a US$ 21,11. “A queda sugere que os empregados do Facebook podem não esperar pacientemente que a ação suba”, diz o New York Times. O preço do papel da companhia no dia da oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) foi de US$ 38.

É comum que as empresas que abrem capital forcem os funcionários a manter as ações com eles durante um período para evitar que o mercado receba uma enxurrada de ações. Até maio de 2013, mais três lotes de milhões de ações do Facebook serão liberados.

Precaução

Os coordenadores líderes da oferta inicial de ações do Facebook gastaram US$ 66 milhões para sustentar o preço da ação no dia do IPO, em 18 de maio, segundo economistas do Federal Reserve Bank de Nova York. Para evitar que o papel fosse amplamente negociado abaixo dos US$ 38, os bancos, como o Morgan Stanley, compraram ações a US$ 38 e a US$ 40.

Ao tomar essa atitude, os bancos tiveram a comissão — paga pelo Facebook para a condução do IPO — reduzida em 40%, segundo a Bloomberg.

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