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Google e Biblioteca Britância colocam séculos 18 e 19 na web

Nayara Fraga

20 de junho de 2011 | 13h46

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Biblioteca virtual. 250 mil títulos livres de direito autoral serão digitalizados

Textos raros como o contido em um panfleto feminista sobre a rainha Maria Antonieta, de 1791, não serão mais fontes de pesquisa inacessíveis para internautas. A Biblioteca Britânica e o Google fecharam uma parceria para digitalizar 250 mil títulos que datam de 1700 a 1870 — e não estão submetidos a restrições de direitos autorais.

Entre os textos que tomarão forma virtual estão, além de informações sobre Maria Antonieta, um documento sobre o primeiro submarino movido por um motor a combustão, de 1858. A coleção virtual levará anos para ser concluída, segundo o “Financial Times”, e estará disponível para busca e download no site da Bblioteca Britância e pelo site do Google Books.

O diário afirma que a expectativa é que o acervo digital da biblioteca salte de 1,25 milhão para 50 milhões de itens até 2020, como parte do plano da instituição de abrir a coleção para acadêmicos e para o público. “Escanear os textos sem a ajuda da Google custaria à biblioteca milhões de libras”, diz.

O “Financial Times” ainda observa que o negócio da biblioteca aparece em um momento em que “instituições públicas são encorajadas a recorrer a parceiros comerciais”, uma vez que as verbas do governo estão apertadas. A Biblioteca Britância já firmou parceria com a Microsoft, cujo resultado foi a digitalização de milhares de livros do século 19 para iPads, e com a editora online Brightsolid, que está escaneando 40 milhões de páginas de jornais. O projeto com a Microsoft deve ainda resultar em futuros aplicativos para iPad.

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