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Apple usa mais energia suja que rivais, diz Greenpeace

Segundo ONG, 55% da energia demandada por data centers vem do carvão

Carla Miranda

17 de abril de 2012 | 15h05

Atualizado às 16h21

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aponta a Apple como uma das empresas que mais usam em seus data centers (complexos de armazenamento de dados) o que a ONG chama de “energia suja”, em um grupo de 14 companhias de tecnologia analisadas.

A pesquisa, chamada “How clean is your cloud?” (“Quão limpa é a sua nuvem”), coloca a Apple como a única, entre as empresas estudadas, em que o carvão é responsável por mais da metade (55,1%) da energia demandada por seus data centers.

A ONG estimou o uso de energia a carvão e nuclear pela empresas, fontes que a entidade classifica como “energia suja”.

Segundo o New York Times, a Apple se manifestou após a divulgação da pesquisa, afirmando que já tem “dois enormes projetos de energia renovável” que abastecerão o data center recentemente inaugurado na Carolina do Norte, substituindo parte da energia de carvão e nuclear atualmente utilizada.

Ainda de acordo com o jornal, depois do relatório do Greenpeace a empresa anunciou pela primeira vez que o referido data center consumiria 20 milhões de watts quando operando em sua capacidade total, bem menos que a estimativa do Greenpeace, de 100 milhões.

O Greenpeace afirma que enquanto Amazon, Apple e Microsoft “estão se expandindo rapidamente sem a atenção adequada com a fonte da energia”, o Yahoo e o Google “continuam sendo as empresas do setor que mais priorizam o acesso à energia renovável na expansão das suas nuvens”.

A ONG também observa que o Facebook se comprometeu a abastecer sua plataforma com energia renovável.

A entidade considera que os data centers são “as fábricas da era da informação”. É nesses complexos que as empresas guardam as informações que as pessoas colocam na internet.

No resumo da pesquisa, publicado em português, o Greenpeace explica que, “quando um internauta sobe uma foto em uma rede social, por exemplo, ele pode piorar inadvertidamente o aquecimento global”.

Confira os principais dados em um resumo (em português)

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