As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Média diária de ataques cibernéticos cresce 42% no mundo em 2012

nayarasampaio

17 de abril de 2013 | 13h37

internet_Morgue.jpg

Foto: Morgue File

Luís Lima, da Agência Estado

A média diária mundial de ataques cibernéticos cresceu 42% em 2012 em relação a 2011, passando de 82 para 116. A conclusão é do relatório “Ameaças à Segurança na Internet”, divulgado nesta terça-feira pela empresa de segurança da informação Symantec. O resultado contabiliza apenas ataques direcionados, ou seja, aqueles em que o invasor sabe a identidade da vítima – o que geralmente acontece em ações de espionagem industrial e de roubo de informações confidenciais.

O setor mais afetado por esse tipo de crime foi o de manufatura, com 24%; em segundo lugar ficou a categoria que engloba os segmentos financeiro, de seguro e imobiliário, com 19%; serviços não tradicionais ficaram em terceiro, com 17%; o governo somou 12%; energia sofreu 10% dos ataques; e outros totalizaram 15%.

Segundo André Carraretto, estrategista da Symantec, o que explica o primeiro lugar ocupado pelo setor de manufatura é o fato de o segmento possuir muitas informações que podem ser estratégicas para outros países, como, por exemplo, dados sobre tecnologias específicas, projetos e pesquisas. O fato de o mercado financeiro ocupar o segundo lugar é justificado pelo grande interesse de criminosos em obter acesso a bancos para realizar operações fraudulentas.

As pequenas e médias empresas foram as mais afetadas pelos ataques. Elas foram alvo de 31% dos ataques em 2012 – em 2011, a proporção era de 18% dos casos registrados. “Pequenas empresas fazem menos investimentos em segurança da informação e têm menos pessoas do que as grandes para tratar desses problemas”, afirma Carraretto. “Além disso, existe a percepção de que esse segmento não é alvo de ataques.”

O estudo revelou que o Brasil manteve, em 2012, a quarta posição no ranking mundial de ameaças de ataques virtuais e também o primeiro lugar na América Latina. A popularização de plataformas móveis, como tablets e smartphones, é um dos motivos que explica a posição ocupada pelo País. Como o acesso à internet por meio dessas plataformas não é totalmente seguro, elas estão cada vez mais mira dos criminosos virtuais, afirma Carraretto. “A sensação de que não existe problemas nessas plataformas não é real.”

Para Rony Vainzof, sócio da Opice Blum Advogados Associados, a aprovação da lei nº 12.737, que classifica como crime diversas ações na internet como interceptação de dados ou acesso indevido a extratos bancários, facilitou o combate a crimes virtuais. A lei entrou em vigor no último dia 2 de abril e protege também o tráfego de informações em dispositivos móveis.

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.