O marketing está morto?
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O marketing está morto?

GLAUCIMARA BARALDI

21 de janeiro de 2011 | 08h30

Ben Hammersley vai realizar palestra no dia 22, dentro da Campus Party (Foto: Divulgação)

“O marketing está morto”. Foram exatamente essas as palavras usadas pelo editor da revista britânica Wired – a mesma que em 2010 declarou que a Web tinha morrido. Ele fez essa nova declaração durante um debate sobre empreendedorismo exclusivo a jornalistas nesta quinta-feira (20) na Campus Party.

“Pessoal de imprensa adora usar frase de efeito”, brincou a vice-presidente de Institucionais da Telefônica, Leila Loria. “Diria que o marketing se reinventou. O velho marketing morreu. O novo está chegando”, disse ela, corrigindo o britânico.

No fundo, os dois falam sobre uma mudança nas tendências em relação às ferramentas de marketing. A começar pelo que os marqueteiros chamam de 4 Ps: preço, produto, praça e promoção (incluindo aí publicidade e propaganda).

Ambos (Leila e Ben) acreditam que as empresas devem gastar menos com propaganda de TV e mais em produtos, incluindo no pacote o serviço ao consumidor.

“Por causa da internet, não dá mais para mentir com propaganda. Os consumidores sabem o que estão comprando. Eles vão ao Google e procuram opiniões. A única maneira é fazer um bom produto e investir em costumer service”, explica Hammersley.

O próprio editor da Wired cita a Apple como exemplo, onde “toda pessoa pensa em inovar e faz rapidamente, tanto no SAC, ponto de venda, logística, embalagem”. Ora, todos esses aspectos são abordados em qualquer curso de marketing.

E no final, Hammersley acaba por voltar à mais antiga e melhor forma de publicidade que existe: o bom e velho boca-a-boca.

“Gosto de ver áreas em que não há propaganda como restaurantes e futebol. Você não precisa dizer ‘vá assistir ao futebol’ porque todos gostam e irão sem precisar de nada. O mesmo vale para o restaurante, que um amigo diz que é bom”.

Em outras palavras, o editor da Wired utilizou várias partes do marketing como tendências para justificar sua frase, a de que o marketing tinha morrido.

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