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Para as novas startups, cada centavo conta

Nayara Fraga

26 de setembro de 2011 | 09h14

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Capa do caderno de Negócios de O Estado de S. Paulo desta segunda-feira

Atualizado às 10h14

Lixa e lata de tinta foram os primeiros instrumentos de trabalho de Bernardo Porto na Deskmetrics, empresa de tecnologia fundada por ele em julho de 2010, em Belo Horizonte. O próprio dono pintou as paredes do escritório, decorado com poucas mesas, cadeiras e pufes. Nesse ambiente, Bernardo e dois funcionários trabalham em um software que monitora o comportamento dos usuários de programas de computador.

O estilo espartano da Deskmetrics – onde até a faxina fica por conta da equipe – é uma das marcas da nova geração de empreendedores de tecnologia. Com pouco dinheiro para tocar seus projetos, esses novos empresários sabem que precisam suar a camisa e mostrar que o modelo de negócios é viável antes de receber dinheiro. Eles estão cientes de que as cifras das gigantes da internet não virão sem este momento de sacrifício. “Tem de economizar, uai”, diz Bernardo.

A grande diferença dos empresários atuais é a noção de que o negócio precisa andar com as próprias pernas. Na era do “boom” da internet, no início dos anos 2000, a preocupação era com o “burn rate” (período que a empresa levaria para zerar o caixa antes de um novo aporte), enquanto hoje a obsessão é o “break even” (momento em que a operação deixa de ser deficitária). Dessa forma, os “empresários-faxineiros” de hoje procuram pavimentar o caminho rumo ao sonho de toda startup: um IPO bilionário ou a venda para uma grande companhia.

(Veja aqui a matéria completa sobre startups brasileiras publicada no caderno de Negócios desta segunda-feira, 26, de O Estado de S. Paulo. A reportagem conversou com investidores e nove startups brasileiras para entender como são e o que querem as jovens empresas de tecnologia que têm atraído o interesse dos investidores.)

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