Paulo Bernardo diz que governo vai manter exigência sobre data centers nacionais
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Paulo Bernardo diz que governo vai manter exigência sobre data centers nacionais

Nayara Fraga

30 de setembro de 2013 | 17h28

Antonio Pita

Paulo Bernardo diz que governo vai manter exigência sobre data centers nacionais

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o governo não vai voltar atrás na decisão de exigir das empresas de internet que operam no Brasil que os data centers sejam construídos no País. Segundo o ministro, a medida garantiria o cumprimento da legislação e poderia atrair grandes investimentos.

“Não podemos passar pelo vexame do Google dizer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não pode repassar dados pois eles estão armazenados nos Estados Unidos e submetidos à legislação americana”, disse Bernardo. Segundo o ministro, quem critica a medida são empresas como Google e Facebook. “Isso é importante porque assegura o cumprimento da legislação brasileira.”

O ministro também citou que a implantação dos centros de dados pode atrair investimentos. “Nós somos o segundo mercado do Facebook, por exemplo, perdemos apenas para os Estados Unidos. Não tem por que essa choradeira de que vai ficar caro. No Chile, que tem 15 milhões de habitantes, ele tem data center. Nos temos 100 milhões de internautas”, concluiu.

Rede 3G. O ministro também afirmou que o governo estuda antecipar as metas de universalização da rede 3G. As novas obrigações seriam acrescentadas no edital do próximo leilão da frequência de 700 MHz, previstos para abril de 2014.

“Nossa ideia é no leilão de 700MHz colocar mais uma série de metas, inclusive a antecipação do 3G, e conectar todas as cidades com linha de fibra ótica”, afirmou ministro, durante um almoço na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo o ministro, a previsão é que o leilão aconteça em abril, mas admitiu a possibilidade de atraso. Segundo Bernardo, o edital pode definir a antecipação entre um ano e um ano e meio.

Mais conteúdo sobre:

Paulo Bernardo