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Tim Berners defende conexão fora dos moldes da rede social

GLAUCIMARA BARALDI

18 de janeiro de 2011 | 15h57

Durante a palestra na Campus Party nesta terça-feira, 18, o inventor da World Wide Web (www) Tim Berners-Lee defendeu que as pessoas comecem a se conectar com gente de outros países, de culturas completamente diferentes das suas. “Não fique apenas com aqueles que pensam igual a você”, disse ele a uma multidão de atentos espectadores.

Mas não haveria então um paradoxo entre essa sugestão e o crescimento de redes sociais, que trazem justamente pessoas próximas, que pensam ou vivem o mesmo que você? Eis a resposta.

Ter rede social é mais fácil. Você se conecta a grupos que se entendem melhor. Eles criam sua própria linguagem, seu próprio conceito. Isso é a vida. É a sua cultura e não vai mudar.

O que vai mudar tudo é a internet. Nela, você pode fazer o mais difícil, que é se comunicar com quem não tem pontos de vista parecidos e, assim, crescer. Se cada um fizer um esforço pra apresentar uma pessoa diferente à outra, pelo menos uma vez por semana, poderíamos ter um aumento no conhecimento de outras culturas.

Definitivamente, quando falassem de algum lugar distante, você teria como procurar um amigo que conhecesse alguém ou até que more lá. Isso aumentaria a tolerância e o entendimento em relação a outras culturas. A questão crucial hoje é como fazer para ampliar os horizontes, não se manter nos que já tem.

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