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Você quer ser um Mark Zuckerberg?

Nayara Fraga

28 de julho de 2011 | 07h00

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Repetir o sucesso meteórico de Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, tem sido o sonho de muitos jovens empresários. Afinal, assistir à história de um jovem que criou ainda na universidade uma rede social, hoje avaliada em US$ 70 bilhões de dólares, impressiona e instiga. Mas será que os aspirantes a Zuckerberg, com suas startups, estão no caminho certo?

Na avaliação de Luke Johnson, colunista do Financial Times e presidente do conselho de uma empresa de private equity, os jovens que se inspiram em Zuckerberg estão tentando copiá-lo e, consequentemente, “desperdiçando suas carreiras em falsas esperanças”. “Eu perdi a conta do número de planos de negócios de pioneiros no setor digital que querem criar um próximo Facebook ou algo do tipo”, diz Johnson.

O colunista diz que eles estão sempre com estimativas impressionantes e audaciosas de crescimento e avaliações de mercado espetaculares. Mas a realidade, segundo ele, é outra. “A verdade é que nenhuma companhia jamais se expandiu como o Facebook”. A grande maioria das startups não recebem recursos de venture capital (fundos que investem em empresa em estágio incial), e sim de família, amigos e investidores “anjo”, explica ele.

Os clones fracassados de Twitter, LinkedIn e Zynga ilustrariam a dificuldade de se firmar no mercado copiando negócios. Além disso, o colunista lembra que, embora encoraje jovens a se tornarem seus próprios chefes, aqueles que chegam a essa fase o fazem em seus 30 ou 40 anos de idade. “A mitologia romântica de um estudante que começa um negócio em um laptop tem de ser ajustada”, diz.

Para refletir sobre o assunto, ele cita o escritor e pensador inglês Samuel Johnson: “Quase todo homem desperdiça parte de sua vida na tentativa de exibir qualidades que ele não possui e de ganhar aplausos que ele não pode manter”. Consequências da cópia.

Veja o artigo do Financial Times, em inglês, aqui.

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