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Zuckerberg falta a reunião sobre lançamento de ações

Nayara Fraga

20 de março de 2012 | 14h29

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A reunião que o Facebook teve ontem com analistas de bancos não foi conduzida por seu fundador e presidente, Mark Zuckerberg, como esperado. Os responsáveis por discutir os negócios da maior rede social do mundo foram a diretora de operações, Sheryl Sandberg, e o diretor financeiro, David Ebersman. Zuckerberg, segundo Ebersman, preferiu concentrar seus esforços no desenvolvimento de serviços para o site, em vez de se encontrar com bancos, informa o Wall Street Journal.

A ausência do ícone do Facebook nesse primeiro encontro com analistas sinaliza, para a imprensa especializada, que ele não deve ter papel de destaque no processo de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), aguardado para maio. Uma pessoa familiar ao tema disse ao WSJ que a atuação do presidente da companhia no roadshow (apresentação dos negócios da rede a potenciais investidores) e no IPO ainda não está definida.

Para o site de tecnologia Businness Insider, Zuckerberg fez bem em não ter ido à reunião. “Primeiro, porque ele tem coisa melhor para fazer, como tornar o Facebook um produto melhor. Segundo, porque Mark Zuckerberg não dá a mínima para investidores do mercado, dinheiro ou abrir capital. Como o tão atrasado IPO do Facebook deixou claro, a rede social só está abrindo capital porque tem de abri-lo”.

A publicação online lembra que nos encontros com analistas é usual que o os bancos sejam os reis do pedaço. Os representantes da companhia prestes a fazer o IPO apresentam os principais pontos fortes da empresa e esperam, em geral, que os bancos depois manifestem interesse. “Mas não o Facebook. O Facebook não precisa que nenhum banqueiro levante sua varinha mágica”, diz o BI. Na avaliação do site, mais empresas deveriam colocar seus produtos em primeiro lugar e os investidores, em segundo.

Diante da força da rede social na web — hoje com mais de 845 milhões de usuários —comprar uma ação no Facebook é interesse da maioria dos investidores. E esse prestígio, para o banqueiros de Wall Street, está ligado à comissão de 1,1% que a empresa pretende pagar aos coordenadores da oferta de ações, segundo o WSJ. Essa taxa seria metade da taxa média paga em negócios de US$ 5 bilhões ou mais nos últimos cinco anos.

O Facebook anunciou querer levantar US$ 5 bilhões quando registrou o pedido de IPO. Mas analistas do mercado estimam que a rede possa captar bem mais que isso.


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