Fintech ajuda consumidor a sair das dívidas e a aplicar bem o dinheiro

Regina Pitoscia

12 de abril de 2019 | 00h11

Muitas vezes a situação financeira é tão complicada, com dívidas, nome negativado, sem acesso a um empréstimo ou a um simples cartão de crédito, que o consumidor não sabe nem por onde começar em busca de uma solução: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Mesmo no emaranhado de dificuldades há como romper esse círculo vicioso nas finanças. Não existe mágica, é claro, as saídas vão passar por uma forte disposição de acabar com as dívidas, por mudança de hábitos de consumo, redução de gastos, aumento de receitas, e por aí vai. No entanto, é preciso dar um primeiro passo para tudo isso.

Para a Foregon, uma fintech que presta serviços financeiros, o primeiro passo é o interessado conhecer o seu score de crédito, ou seja, como ele é avaliado pelo mercado de acordo com seu perfil financeiro. Isso porque, em função dessa análise, ele ficará sabendo, no portal da Foregon, quais as opções de que dispõe, onde poderá levantar um crédito, obter um cartão de crédito, abrir uma conta corrente e em que condições. Quando a situação for melhor, saberá também onde aplicar melhor o seu dinheiro.

A porta de entrada para ter esses serviços é o score de crédito. De forma gratuita no www.foregon.com, é preciso fornecer dados pessoais, como nome, CPF, endereço, telefone, e-mail, quanto ganha, informar se está negativado ou não, e aceitar os termos de confidencialidade das informações. Em minutos, ao receber essa avaliação, o consumidor fica conhecendo quais produtos financeiros estão disponíveis e são os mais indicados para o seu perfil.

Gustavo Marquini, sócio e diretor da Foregon, explica que do total de solicitações de um cartão de crédito que chega a um banco, atualmente, apenas 5% delas terão aprovação. Ou seja, 95% dos interessados terão o pedido negado e, não raro, sem nenhuma explicação. “Isso gera uma frustração muito grande, a pessoa se sente menosprezada e às vezes nem está com o nome negativado”, diz ele. Ao passar por essa triagem no portal, com o cálculo do score de crédito, e a indicação de produtos, a chance de se conseguir um cartão aumenta e vai para 30%.

O executivo também relaciona quais os critérios utilizados pelas instituições financeiras na concessão de um cartão. E o primeiro deles é se o consumidor está, ou não, com o nome sujo na praça. Se estiver, é carta fora do baralho na maioria delas. O segundo está ligado à frequência com que o usuário faz compras pela internet, quanto mais ele compra maior a possibilidade de receber o cartão, uma condição que é rapidamente levantada pelo CPF do consumidor, que precisa ser informado em cada transação.

Ter seguro ou já ser portador de um cartão de crédito também contam pontos a favor de quem está solicitando o cartão. E, evidentemente, será verificada a pontualidade com que o consumidor paga os seus compromissos.

Na opinião de Marquini, o cadastro positivo vai ajudar a enriquecer esse leque de informações, com os pagamentos de contas de luz, água, telefone, beneficiando o consumidor que é bom pagador. Primeiro porque, nesse caso, haverá mais facilidade na obtenção do crédito, e segundo porque a decisão será baseada em todo o histórico de pagamento. Na prática, isso acaba com a distorção no perfil de um consumidor que deixou de pagar um compromisso não porque está inadimplente, mas sim porque está questionando um determinado valor.

O diretor afirma que estar com o nome negativado não é impeditivo para levantar um novo crédito, abrir uma conta ou conseguir um cartão. Mas ao apresentar um orçamento comprometido, no portal a pessoa vai sendo direcionada para os produtos financeiros mais adequados. “A primeira etapa é ajudá-lo a sair da negativação, a resgatar a dignidade do seu bolso, para colocar a casa em ordem”.

Na prática, o cliente será orientado a abrir uma conta digital, sem custos, e a manter um relacionamento com o banco, que poderá lhe conceder crédito futuramente, além de ter acesso a alguns serviços financeiros. Ele pode ser orientado também a ter um cartão pré-pago, que vai possibilitar a compra pela internet, sem gastar mais do que pode, ou um cartão de crédito sem anuidade. Se o momento é de aperto financeiro parte de sua renda não pode ser drenada por esse tipo de custo.

Ao mesmo tempo, o consumidor vai recebendo informações e orientações de como usar esse crédito para equilibrar suas finanças, evitando afundar-se em mais dívidas. Dicas de como consumir de forma consciente e controlar o dinheiro ao longo do mês, incluindo alertas especialmente na época em que costuma receber o salário e é assediado por uma série de ofertas e promoções do comércio, estão nessa programação.

Quando começar a sobrar dinheiro, então a Foregon passa a indicar boas opções de aplicação, também com comparativos entre as instituições financeiras, além de esclarecer itens como os custos que estão embutidos em cada uma delas: taxas de administração, corretagem e assim por diante. “A tecnologia está dando poder ao cliente, que tem acesso a todos esses produtos e informações para poder decidir pelo melhor”, afirma Marquini.

A empresa não cobra nem pelo cálculo do score nem pelo conteúdo que fornece, mas ganha um percentual dos parceiros sobre toda operação ou transação fechada por meio do seu portal. Nada como a transparência nesse mundo virtual. O esquema permite que o cliente conheça os produtos financeiros a que pode recorrer, mas com total liberdade de escolha e decisão se abre a conta, aceita um pré-pago ou um financiamento.

A Foregon conta com mais de 8 milhões de usuários, e recebe um total de 1,8 milhão de visitas em seu portal a cada mês.