Onde estão os títulos mais rentáveis na renda fixa

Regina Pitoscia

09 de agosto de 2019 | 00h16

Não é porque o juro básico da economia desceu mais um degrau e foi a 6% ao ano que o investidor deve baixar a guarda e se contentar com um rendimento mais miúdo também na renda fixa. Ao contrário, poder peneirar e encontrar as melhores opções do mercado passou a ter maior relevância na administração eficiente do patrimônio.

Ainda é possível aplicar em papeis como RDB, CDB, Letra de Câmbio ou Letra de Crédito do Agronegócio com uma remuneração líquida, depois do desconto do imposto de renda, bem perto de 6% ao ano, desde que o dinheiro fique imobilizado por um prazo maior.

No levantamento semanal feito pelo buscador Yubb (www.yubb.com.br) dos 10 mais papeis mais rentáveis do portal, que reúne mais de 2 mil opções de investimento, a taxa líquida ficou entre 5,97% e 5,30% ao ano,  para prazos de dois anos. Um nível superior ao da caderneta que passou a render 4,20% ao ano, embora ofereça possibilidade de saque a cada mês. No entanto, o aplicador que já sabe que terá condições de deixar os recursos pelo prazo mais elástico, os títulos tendem a ser mais interessantes.

E mesmo o investidor com valores relativamente baixos de recursos consegue remunerar seu dinheiro com essa taxa mais atraente: há plataformas que aceitam aplicação mínima de R$ 100, como é o caso do CDB do Banco Pan.

É muito fácil identificar no Yubb os títulos de renda fixa que estão pagando mais e dentro do que o aplicador procura em termos de valor e prazo da aplicação. Ao incluir essas duas variáveis, o portal fornece uma lista dos papeis informando a sua rentabilidade, emissor, plataforma em que são negociados, rendimento bruto, rendimento líquido e risco, que para a renda fixa é de nível baixo. Mas isso pelo aspecto da rentabilidade, que não sofre alteração em relação ao que foi combinado no momento da aplicação.

Há outros aspectos a serem observados em relação à segurança do papel e da negociação: emissor e plataforma. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) assegura o retorno de aplicações de até R$ 250 mil, por CPF e por instituição financeira e limitado a um total de R$ 1 milhão, caso o emissor venha a quebrar.

Em relação às plataformas digitais, que geralmente oferecem rentabilidade maior que os bancos tradicionais, elas devem seguir regulamento do setor e são submetidas à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários. Trata-se de uma forma relativamente nova de fazer uma aplicação, mas que vem ganhando a confiança do investidor que decide sair do banco tradicional.

Os mais rentáveis – retorno ao ano

                                                Prazo de 2 anos

Emissor/tipo                Plataforma          Rend.líq. a.a        Valor mínimo R$

Avista Fin.(RDB)             Avista Fin.                    5,97%                            5 mil

Máxima(CDB)                  Órama                           5,87%                            5 mil

Máxima(CDB)                  Ourinvest                      5,85%                            1 mil

BRK Fin.(LC)                   Ourinvest                      5,82%                             1 mil

Indusval(CDB)                 Indusval                        5,77%                             5 mil

Pan (CDB)                         Pan                                 5,76%                             100,00

Lecca Fin.(LC)                  Modalmais                   5,72%                             5 mil

C6Bank (CDB)                  Guide Inv.                    5,62%                             5 mil

Pine (CDB)                        Ourinvest                      5,60%                            1 mil

Daycoval(LCA)                  Daycoval Inv.              5,30%                            5 mil (*)

(*) Prazo de 1 ano e 10 meses

Fonte: Yubb

                                                                      Fundos Multimercados

Cresceu a procura pelos fundos multimercados nos últimos meses, observa o diretor executivo do Yubb, Bernardo Pascowitch. De acordo com as consultas feitas no portal, no primeiro semestre deste ano o interesse por esses fundos representou 26% do total de pesquisa, enquanto no mesmo período do ano passado ele era de 17%.

Os fundos multimercados enquadram-se na família de renda variável, mas nem por isso estão sujeitos a oscilações bruscas como a bolsa de valores. Isso porque eles contam com flexibilidade na administração de recursos que, em apostas bem calibradas e bem-sucedidas, redundam em ganhos para o investidor, tanto na alta como na baixa dos mercados.

Há uma multiplicidade de fundos dessa modalidade, que empregam os recursos não apenas no mercado à vista de juros, dólar, ações e índices como também em seus segmentos futuros, chamados de derivativos.

A possibilidade de operações simultâneas, chamadas de travas, com posições contrárias em um mercado e outro reduzem o risco, mas o seu rendimento é desconhecido, diferentemente da renda fixa. Com uma carteira bem balanceada de títulos, representativos de ações, dólar (cambiais), juros e outros, é possível não apenas diluir os prejuízos, como também ampliar as oportunidades de ganho.

 

 

 

 

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