Sabe o que é home equity? É credito mais barato com prazo mais longo

Regina Pitoscia

17 de julho de 2019 | 00h12

Ainda que conte com condições mais favoráveis a quem precisa de dinheiro emprestado, o crédito concedido mediante a oferta de um bem como garantia não é ainda muito conhecido nem popular entre os brasileiros.

Nesse tipo de financiamento, o mais comum é o interessado apresentar um imóvel, um veículo ou ainda uma moto como lastro para a operação, dependendo do volume de recursos pretendido. Para quem empresta, o importante é que esse bem tenha liquidez, ou seja, a possibilidade de ser convertido o mais rápido possível em dinheiro para a cobertura do compromisso se houver inadimplência.

O fato é que, justamente por envolver algo concreto como garantia de pagamento, os juros costumam ser bem mais baixos do que em outras modalidades de empréstimo, os prazos mais longos e as prestações menores. E isso permite que o interessado possa com o dinheiro tomado liquidar dívidas com juros mais altos, investir em um próprio negócio, construir ou reformar um imóvel, abrir uma franquia, cobrir alguma despesa pontual sem comprometer demais o orçamento com o pagamento da mensalidade.

Na Bcredi, uma das fintechs que atuam nesse segmento, na grande maioria dos casos o empréstimo é feito com garantia de imóvel que recebe um nome mais técnico no jargão de mercado, é o home equity. A taxa de juros cobrada é de 1,09% ao mês mais a inflação, medida pelo IPC, do IBGE. E o prazo para pagamento pode se estender por até 15 anos. Com a inflação em níveis próximos a zero, essa linha de crédito se torna um dos mais baratas do mercado, porque a taxa final será de 1,09% e sobre ela serão aplicadas despesas referentes a seguro e taxas de cadastro e avaliação.

Na prática, o home equity se traduz no refinanciamento de imóvel, porque o interessado precisa ter o bem quitado e em seu nome para oferecê-lo na operação. Se por um lado esse mecanismo permite obter valores mais elevados por custos mais baixos, por outro pode levar o devedor a perder o imóvel caso deixe de pagar as prestações em dia.

O agente de crédito da Bcredi, Samir Reis, explica que essa linha de crédito com lastro em imóvel é indicada para quem necessita de valores acima de R$ 50 mil e se pauta pela disciplina no pagamento da dívida para evitar a retomada do imóvel. No entanto, ele ressalta que o nível de inadimplência é um dos mais baixos do mercado, principalmente porque o tomador de crédito tem essa consciência da possibilidade de perda do imóvel e se organiza para ser pontual na quitação do compromisso.

Ao mesmo tempo, ele ressalta as vantagens dessa opção, especialmente para o pequeno empreendedor que necessita de capital de giro, ou de recursos para expandir seus negócios. “Há muita burocracia e barreiras para a pequena e média empresa conseguir levantar um financiamento e o home equity acaba sendo a solução mais prática e a um custo mais baixo.”

Embalada pelos incentivos do Banco Central ao segmento de home equity, tirando amarras para as operações, a Bcredi espera expandir o volume de empréstimos e chegar a uma carteira de imóveis oferecidos como garantia no valor total de até R$ 1 bilhão até o fim deste ano.

“Há muito espaço para a oferta desse tipo de crédito no País. São cerca de 51 milhões de imóveis quitados, segundo estatísticas do IBGE, e em condições de ser oferecidos como garantia de um empréstimo”, explica o agente. Para isso, a Bcredi está mapeando por meio de informações do IPTU, inicialmente na cidade de São Paulo, as unidades que permitiram a seu proprietário ter acesso ao home equity.

O caminho para chegar à Bcredi é pelo site (www.bcredi.com.br). Nele, o candidato ao financiamento informa a sua localidade, porque as operações estão disponíveis para cidades maiores, a partir de 100 mil habitantes. Se estiver na região atendida pela fintech e seus parceiros, haverá um simulador que fornecerá as condições do financiamento disponível para o seu caso específico.

Um dos atendentes da empresa entra em contato com o candidato ao financiamento, esclarece eventuais dúvidas e questões pendentes e, se for de seu real interesse, será dado o andamento ao processo.

O especialista também aponta os recursos de sua plataforma tecnológica, que permite simplificação e agilidade no processo, inteiramente digital na Bcredi. “Isso traz uma economia de tempo e dinheiro ao consumidor, o interessado pode resolver tudo pela internet e em prazo curto de tempo, de até 10 dias.”

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