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Vale a pena optar pela tarifa branca de energia? Confira

Regina Pitoscia

08 de janeiro de 2018 | 00h26

Desde o início do ano, é possível fazer a opção pela tarifa branca de energia elétrica. Um sistema novo, que prevê a cobrança de três preços diferentes ao longo do dia, de acordo com o horário de uso.

Por se tratar de novidade, há dúvidas sobre a vantagem ou não de aderir a ela, lembrando que a opção é aberta para quem tem um consumo mensal superior a 500 kW/h.

A tarifa será mais elevada nos horários de pico, ou horários de ponta, aqueles em que o consumo é maior durante o dia. Esses horários variam conforme a distribuidora de energia.

Em São Paulo, por exemplo, o período foi estipulado entre 17h30 e 20h30; em Minas Gerais, das 17h às 20h. São pequenas alterações, mas sempre em intervalos de três horas, compreendidos entre 17h e 22h, e não fogem muito disso em todo o País.

Uma hora antes e um hora depois dos horários de pico, se situam os horários intermediários, com preço médio de consumo. No exemplo de São Paulo, esse horário seria, então, das 16h30 às 17h30 e das 20h30 às 21h30; em Minas, das 16h às 17h e das 20h às 21h.

Fora dessas duas faixas – a de pico e a intermediária – estão os chamados horários fora de ponta, nos quais será cobrado o menor preço de energia do dia. Em São Paulo, vai das 21h30 de um dia às 16h30 do dia seguinte; em Minas, das 20 horas de um dia às 16h do dia seguinte. Essa tarifa mais baixa vale também para os fins de semana e feriados.

A divisão por intervalos permite concluir que nas casas em que for possível concentrar o consumo de energia nos horários fora de ponta e intermediários pode valer a pena a escolha pela tarifa branca. Isso significa deslocar o máximo possível o uso de chuveiro, ar-condicionado, aquecedor (três aparelhos que mais gastam energia), ferro elétrico e outros utensílios domésticos para esses horários, em que a energia é mais barata.

Ou dito de outra forma, para compensar a troca da tarifa convencional pela branca será preciso evitar tomar banho com chuveiro elétrico, passar roupa, ligar ar-condicionado entre outras coisas durante os horários de pico. Às vezes isso implica a mudança nos hábitos de consumo de toda família, mas pode compensar. Já nas casas em que a rotina é mais rigorosa, em que as atividades que exigem mais consumo de energia precisam ser executadas no horário de pico, o melhor é manter a tarifa convencional, que cobra o mesmo valor para qualquer momento do dia.

Além do horário, outra variável a ser considerada é a relação entre os valores da tarifa convencional e da branca vigentes fora do horário de pico. Quanto maior a diferença entre elas, maior tende a ser a vantagem e a economia na mudança, segundo dados da Comerc Energia, uma das grandes gestoras de energia do País.

Pelos cálculos da empresa, em Fortaleza essa diferença chega a 21%, em Curitiba e Goiânia, a 14%, em São Paulo e Rio de Janeiro, a 13%. Já em capitais como Manaus e João Pessoa, a diferença cai para 8% e 6%, respectivamente.

Quem já sabe que tem horários mais maleáveis para reduzir o consumo de energia e está em regiões em que a diferença entre tarifas é expressiva pode solicitar a mudança à distribuidora local e fazer um teste com o novo sistema. Isso vai permitir uma comparação efetiva e só assim será possível saber qual a tarifa mais adequada. Mas se não perceber vantagens com a troca, será possível voltar ao convencional. Nesse caso, a empresa terá um prazo de 30 dias para a reversão.

Se quiser participar de novo da tarifa branca, aí será preciso aguardar um prazo de carência de 180 dias para fazer novo pedido.

Antes de qualquer decisão, procure se informar sobre valores e horários da tarifa branca e se há custos para a mudança com a distribuidora que atende sua região.

Economize sempre

Seja na tarifa branca ou convencional, é importante ter consciência e usar as possibilidades de redução do consumo de energia sempre.

Dicas

– As luzes devem ficar apagadas em ambientes em que não há ninguém.

– Aproveite ao máximo a luz do dia, deixando as cortinas, portas e janelas abertas. Expediente que pode ser amplamente usado com o horário de verão.

– Use lâmpadas fluorescentes, que são até 75% mais econômicas, além de ter garantia contra a queima.

– É preciso evitar apagar e acender as luzes a todo momento, porque o maior consumo das fluorescentes está no ato de acender.

– O chuveiro é um vilão no consumo de energia. Os banhos devem ser mais rápidos e, principalmente no calor, é possível desligar o chuveiro enquanto se ensaboa ou lava os cabelos.

– O uso na posição “verão” pode levar a uma redução de até 30% do consumo.

– Geladeiras e freezers devem ficar afastados de móveis ou paredes ou fontes de calor para ter maior eficiência.

– Evite guardar alimentos quentes ou abrir constantemente a porta. Isso exige mais trabalho do motor para resfriar novamente o ambiente interno do aparelho.

– Tente acumular o maior número de peças de roupa para lavar ou passar, racionalizando o uso de máquina de lavar e ferro elétrico.

– Passe as roupas que precisam de menos calor por último, até mesmo após desligar o ferro, mas quando ainda se mantém quente.

– Especialmente no verão, o uso de ventiladores aumenta consideravelmente. Saiba que, quanto maior o diâmetro das hélices, maior o consumo.

– Ao usar o ar-condicionado, as portas e janelas devem ficar bem fechadas para aumentar a eficiência do aparelho.

 

 

 

 

 

 

 

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