Cientista racista vende medalha do prêmio Nobel por R$ 10 milhões
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Cientista racista vende medalha do prêmio Nobel por R$ 10 milhões

Casa de leilões Christie's de Nova York negou que a polêmica que cerca o vencedor do Nobel de Medicina de 1962 seja a causa da venda da medalha pelo dobro do valor esperado

Economia & Negócios

05 Dezembro 2014 | 13h30

Medalha do cientista racista: R$ 10 milhões no leilão (Foto: NYT)

Medalha do cientista racista: R$ 10 milhões no leilão (Foto: NYT)

SÃO PAULO – Uma medalha do prêmio Nobel de medicina de 1962 foi vendida em leilão promovido pela Christie’s de Nova York por US$ 4 milhões, o equivalente a R$ 10 milhões.

O valor duas vezes maior que o esperado deve-se à curiosa história que cerca a medalha e o seu ganhador.

O cientista James Watson, que ganhou a medalha como um dos descobridores da estrutura helicoidal do DNA, concedeu uma entrevista em 2007 na qual deu uma infeliz declaração que arruinou sua carreira.

Ao ser entrevistado pela revista Sunday Times, Watson sugeriu que descendentes de africanos seriam menos inteligentes do que pessoas brancas. Ele declarou na época que, embora seja comum crer que todos nascem com inteligência igual, “aqueles que têm que lidar com funcionários negros descobrem que isso não é verdade”.

Por causa das críticas e da rejeição que passou a enfrentar no meio científico, o cientista de 86 anos enfrentou dificuldades financeiras e resolveu vender seu prêmio.

Os responsáveis pelo leilão negaram (mas ninguém acreditou) que o histórico de racismo atrelado à medalha seja a causa do preço alto da peça no leilão.

O curador da venda, Francis Wahlgren, declarou ao Financial Times que não foram as controvérsias declarações do cientista que elevaram o valor da venda. A medalha é confeccionada em ouro de 18 quilates, revestida com ouro 24 quilates e tem 6,6 centímetros de diâmetro e peso de 175 gramas.

O cientista James Watson recebe o prêmio do rei Gustavo VI da Suécia em 1962 (Foto: NYT)

O cientista James Watson recebe o prêmio do rei Gustavo VI da Suécia em 1962 (Foto: NYT)

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