‘Tatuzão’ da linha 5 do Metrô adere à economia de água
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‘Tatuzão’ da linha 5 do Metrô adere à economia de água

Máquina de perfurar túneis da linha 5 passou a usar água de reúso proveniente de estação de tratamento de esgotos desde o início de março

Economia & Negócios

24 de março de 2015 | 16h31

Tatuzão na futura estação Ibirapuera: atualmente o equipamento já está na altura do Hospital do Servidor (Divulgação)

Tatuzão na futura estação Ibirapuera: equipamento já está na altura do Hospital do Servidor (Divulgação)

 

O ‘Tatuzão’ usado para perfurar o túnel da futura linha 5 do Metrô também aderiu à economia de água. O equipamento passou a funcionar com água de reúso em seu sistema de resfriamento. A água de reúso é água de esgoto recuperada em estações especiais de tratamento.

Com 11,5 km de extensão, a linha 5 liga o Largo 13, em Santo Amaro, à Chácara Klabin, passando pela região do Ibirapuera. Até recentemente, a água usada para resfriar o tatuzão na obra vinha apenas do lençol freático, captada no subsolo da Estação Chácara Klabin, da Linha 2 – Verde.

Desde o início de março, a obra passou a aproveitar também a água do Aquapolo, estação de produção de água para reúso para fins industriais da Odebrecht Ambiental em parceria com a Sabesp. A estação fica na divisa entre os municípios de São Paulo e São Caetano, na região do ABC.

A água reaproveitada é transportada por caminhões-pipa para tanques de reserva instalados no poço de trabalho da Linha 5, perto da Av. dos Bandeirantes, no bairro do Brooklin.

O volume mensal de água de reúso utilizado no lugar de água potável é de cerca de 12,4 mil metros cúbicos, ou 12,48 milhões de litros por mês.. A Linha 5 também utiliza água de reuso para cravar estacas e lavar caminhões, máquinas e ruas.

O tatuzão da Linha 5 já perfurou 2,4 mil metros de túnel, desde que começou a operar, em junho de 2013.

A previsão é que as obras sejam entregues no primeiro semestre de 2017. Contratado pelo Metrô, a linha 5 é executado principalmente pelo Consórcio Metropolitano 5, liderado pela Odebrecht, responsável por 5,8 km de linha e duas estações (Santa Cruz e Chácara Klabin), que permitirão a integração com as linhas Azul e Verde.

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