Crédito é como remédio

Estadão

07 de maio de 2010 | 22h45

Reforme sua casa e pague em até 48 vezes,  financie o presente do Dia das Mães em até 40 parcelas, solicite seu crédito pelo telefone com até 15 meses para pagar, financie em até 12 vezes na sua loja favorita. Hoje basta ter  cartão de crédito, de fidelidade de loja ou conta em banco para ter direito a crédito pré-aprovado.  O assédio de bancos e financeiras é cada vez maior. E quando junta com a vontade de gastar, é um perigo.

As ofertas são tentadoras. Na financeira da loja, o crédito pré-aprovado vem com seguro que garante a prestação em caso de desemprego, seguro de vida e título de capitalização. Mas os juros são salgados, variam de 124% ao ano a 310% ao ano. Em 12 vezes.

Mas se o mesmo cliente tiver um cartão de crédito, pode pegar um empréstimo pelo telefone pagando juros de 65% ao ano, em 15 vezes. Se tomar dinheiro no banco em que tem conta, paga mais caro, em torno de 89% ao ano, mas ainda asim, mais barato que na financeira da loja. Em geral, esses “convites” são enviados para quem nunca toma crédito, ou para quem não precisa. E é melhor não precisar. Crédito é bom, faz a economia girar, financia empresas, produção, consumo. Mas é como remédio, precisa ser tomado na medida certa. Menos não faz efeito, demais pode até matar.

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