Investimentos invertem o sinal

Estadão

26 de fevereiro de 2010 | 22h49

As aplicações financeiras inverteram o sinal em fevereiro. O mercado de ações que encerrou janeiro amargando queda de 4,64% fechou fevereiro como a melhor aplicação, apresentando pequena alta de 1,69%, ligeiramente acima da variação do IGP-M,que subiu 1,18% no mês.
O indicador de inflação apurado pela Fundação Getúlio Vargas registrou, em fevereiro, a maior elevação desde julho de 2008, pressionado pela alta dos preços no atacado e pelos reajustes de início de ano, como mensalidades escolares e tarifas de transporte público.
Depois de subir 7,67% no primeiro mês de 2010, o dólar comercial devolveu parte da valorização e fechou fevereiro em baixa de 4,19%, cotado a R$ 1,806
Da mesma, forma, o ouro que rendeu 6,13% em janeiro recuou 1,2% em fevereiro.
Para março, de acordo com o administrador de investimentos Fábio Colombo, os Fundos DI continuam sendo a opção mais segura, com juro real (descontada a inflação) em torno de 4 a 5% ao ano, principalmente devido à perspectiva de aumento de juros pelo Banco Central, ao longo de 2010. Em março, o rendimento bruto deverá ficar na faixa de 0,55 a 0,85%, dependendo da taxa de administração do fundo e da variação dos títulos no mercado.
Segundo Colombo, os títulos indexados à variação do IGP-M tiveram excelente retorno em fevereiro, devido ao índice de 1,18% no mês. “São opções para diversificação de portfólio, pois esses títulos estão rendendo na faixa de 4,0 a 6,5% ao ano, mais variação do IGP-M”.
A Poupança, em fevereiro, para caderneta com aniversário em 1° de março, apresenta o rendimento líquido de 0,50%. Com a redução da taxa Selic, ficou interessante para investidores que não têm acesso a fundos DI ou renda fixa, com taxas de administração inferiores a 1,0 a 1,5% ao ano, diz.
Os Fundos Cambiais (dólar e euro) tiveram mau resultado no mês, devido à valorização do dólar frente a maioria das moedas internacionais, diz o administrador. Para ele, continuam como opção para diversificação, uma forma de seguro, para investidores com perfil conservador e moderado, com visão de longo prazo, caso o cenário continue incerto.
O ouro, como os fundos cambiais, continua uma opção conservadora para diversificação.
Já a Bolsa, depois desse início de ano mais fraco, abre um bom espaço para que o investidor realize compras parciais e gradativas para compor a carteira de ações, avalia Colombo.

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