Aplicações ficaram abaixo da inflação no bimestre

Denise Juliani

28 de fevereiro de 2011 | 22h37

No acumulado de janeiro e fevereiro, nenhuma aplicação de renda fixa ganhou da inflação medida pelo IGP-M, que  subiu 1,80% no período. O melhor desempenho nominal foi da caderneta de poupança, 1,78% nos dois primeiros meses de 2011. Só que não houve ganho real: descontada a inflação, a caderneta ficou 0,02% abaixo do IGP-M. Ou seja, não preservou sequer o poder de compra do dinheiro. 

 Os fundos DI para pequenos investidores foram outra decepção, com rendimento nominal médio de 1,07%  (- 0,73%). Estas carteiras, que aceitam aplicação de baixo valor, cobram taxas de administração punitivas, que acabam comendo parte do rendimento. Para efeito de comparação, os fundos DI para investimentos mais altos (cujas taxas de administração são menores) deram, em média, 1,34% no período. Mesmo assim ficaram abaixo do IGP-M em 0,46%. 

O pior investimento de renda fixa no período foi o CDB para pequenas quantias (até R$ 5 mil), que deu apenas 0,91% nominal (0,83% abaixo do indicador). Os CDBs para aplicações acima de R$ 100 mil renderam 1,36% nominal, ficando 0,44% atrás do IGP-M.

 Mesmo abaixo da inflação, os ativos de renda fixa pelo menos deram ganho nominal ao investidor nos dois primeiros meses do ano, ao contrário das ações. O Índice Bovespa, principal indicador da Bolsa, fechou o bimestre em queda de 2,77%. E o ouro acumula queda de 4,39%. O dólar subiu só 0,06% nominal e queda real de 1,71% confrontado com o  IGP-M.

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