É tempo de se planejar e se preparar

Denise Juliani

15 de outubro de 2012 | 15h12

O fim do ano está chegando. Acabamos de entrar na segunda quinzena de outubro e apenas dois meses e meio nos separam de 2013. Parece cedo para um balanço? Pode ser, mas não custa nada começar a se organizar. E como para a maioria das pessoas resta apenas o fim de semana para cuidar das questões da vida financeira familiar, temos pela frente dez oportunidades de fazer isso – até a chegada do Natal. É que a partir de 25 de dezembro tudo parece ficar meio suspenso até a virada do ano.

Então, nada melhor do que começar já a traçar os planos para 2013. O primeiro passo é olhar o planejamento que fizemos em 2011 para o ano em curso e verificar quanto conseguimos cumprir da meta que nos propusemos. O objetivo não é “correr atrás do prejuízo” como se diz, ou se lamentar por não ter feito quase nada do que se pretendia. O planejamento é um roteiro, algo criado por nós mesmos para nos guiar. E deve ser sempre revisto e, eventualmente, modificado ao longo do caminho.

E também não é necessário que este planejamento seja encaixado em um período fechado de tempo, de janeiro a dezembro, por exemplo, mas como o ano fiscal no Brasil segue este padrão, fica mais fácil se orientar seguindo esse espaço de 12 meses.

Dentro da programação para o futuro cabe qualquer tipo de projeto: a casa própria, o carro novo, a viagem de férias, a faculdade, a temporada de estudos no exterior, a festa de casamento, e tudo o mais que você ousar sonhar.

Para tornar as coisas mais fáceis, os desejos devem ser classificados em três categorias básicas: de curto prazo, de médio prazo ou de longo prazo. O que define onde entra cada um é a quantidade de dinheiro necessária para realizá-lo e seu peso no contexto global de nossa vida financeira.

Em geral, os especialistas no assunto definem curto prazo como um período de seis meses a um ano; médio prazo de um ano a cinco anos; e longo prazo, acima de cinco anos. Um exemplo de meta de curto prazo pode ser a compra de bens de consumo mais caros, como um computador de última geração, ou a troca do carro por um modelo mais novo. A meta de médio prazo pode ser a compra do primeiro carro, pagar uma faculdade particular ou uma pós-graduação profissional. O exemplo clássico de projeto de longo prazo é a compra da casa própria e a formação de uma reserva para a aposentadoria.

O objetivo de se fazer um planejamento financeiro pessoal ou familiar é fazer um verdadeiro check-up de nossa vida financeira, quanto ganhamos, quanto gastamos e, principalmente, qual a qualidade de nossos gastos. Ao esmiuçar esses itens é que vamos encontrar as brechas por onde o dinheiro se perde, os gastos completamente desnecessários que, se contidos e poupados, podem ser o começo da formação do patrimônio da família.

Como diz o educador financeiro José Pio Martins, no livro “Seu Futuro” (ed. Fundamento): “criar o futuro implica estudar o passado, conhecer o presente, planejar o amanhã, fazer escolhas hoje e agir”.

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