Internet é aliada do investidor

Denise Juliani

25 de outubro de 2010 | 18h54

Comprar e vender ações, aplicar em fundos ou em títulos do governo pela internet já faz parte da rotina de muitos investidores. Mais recentemente entraram na lista os aplicativos para smartphones, os celulares com acesso à web. A internet é uma ferramenta incrível e pode ajudar o investidor de muitas formas. A busca de informações é uma delas.

Praticamente todos os bancos e corretoras têm áreas para os investidores pessoa física em suas páginas na web. Não faltam sites e blogs de orientação financeira e as redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter também entraram de vez no radar do mundo das finanças pessoais.

O Santander, por exemplo, tem um perfil no Facebook onde responde a perguntas sobre investimentos. No Twitter, o banco tem 13.688 seguidores. “É uma maneira de contribuir, mas não substitui o contato com o gerente, que é quem mantém um relacionamento permanente com o cliente”, diz Fernando Byington Egydio Martins, vice-presidente executivo do Santander.

Já o HSBC estuda com cuidado se vale a pena entrar em uma rede social. Para Gilberto Poso, superintendente executivo de gestão de patrimônio do banco, o principal problema deste ambiente é a dificuldade de identificar a origem da informação, pois “qualquer pessoa pode disseminar informações falsas em sites e blogs”, diz.

Uma maneira segura de se guiar pelo mundo virtual é buscar fontes qualificadas. Tudo bem que os bancos querem vender seus produtos, mas a área de educação financeira pode ser consultada sem susto. Além disso, existem os consultores reconhecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é quem fiscaliza o mercado junto com o Banco Central.

Já nas redes sociais o cuidado deve ser redobrado, pois fica difícil diferenciar os mal intencionados (que estão na rede para tirar vantagem dos incautos) das pessoas que simplesmente replicam uma informação não checada e sem certeza de sua procedência.

É aí que mora o perigo. No meio desse mar de informações é preciso cuidado para não cair na cilada da “dica quente”. Quem nunca recebeu um e-mail daquele amigo ou conhecido pedindo para divulgar uma informação muito importante para toda a sua rede de contatos? Tem de tudo: salvar a vida de alguém, denunciar uma nova forma de golpe, arranjar dono para filhotes de labrador de um canil que fechou. Não importa o tema, informação falsa circula aos montes na internet. E certamente isso também acontece quando o assunto é o mercado financeiro.

O importante é ter em mente que não dá para levar a sério uma “dica” disponível para centenas de pessoas na internet. Provavelmente quem jogou a informação na rede já estará fazendo o caminho oposto quando os investidores forem atrás daquela “informação quente”.

Denise Juliani

(publicado no Jornal da Tarde)

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