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Pessimismo predomina em abril

Denise Juliani

30 de abril de 2012 | 19h52

A tônica do mercado financeiro em abril foi o pessimismo. Vários fatores chamaram a atenção dos especialistas e as indicações de que o esfriamento da economia começa a se delinear como tendência desanimou os investidores.

Para começar,  novos dados sobre a economia chinesa caminham em direção ao desaquecimento, o que é um fato grave para o mundo todo, já que o crescimento da China é que vem sustentando economias ocidentais.

Segundo o administrador de investimentos, Fábio Colombo, apesar de mostrarem recuperação, os Estados Unidos não indicam que farão novos movimentos para estimular a economia, ou seja, o crescimento deve ser fraco este ano. E na Europa, a dívida de Espanha e Itália ainda preocupam.

Esse foi o cenário que favoreceu a retração das bolsas em todo o mundo e que foi seguido pelo mercado brasileiro. A Bolsa de Valores fechou o mês em queda de 4,17%, seu pior momento desde setembro do ano passado.

Ranking de abril

O ranking de investimentos de abril foi liderado pelo ouro, que subiu 5,33%. Atrás dele ficou o dólar, com alta de 4,32%. Os fundos de renda fixa para aplicações acima de R$ 5 mil ficaram em terceiro lugar, com valorização de 0,80%, seguidos pelos CDBs para investimentos acima de R$ 100 mil, que renderam 0,58%.  Os fundos DI, também para aplicações mais elevadas, renderam 0,55%.

A caderneta de poupança deu 0,52% em abril. Depois dela ficaram os ativos voltadoa para pequenas aplicações (de até R$ 5 mil): os CDBs renderam 0,46%, os fundos DI, 0,44%.

Indicadores

O especialista destaca os fatores que devem influir no comportamento dos mercados em maio e, portanto, devem ser acompanhados de perto pelos investidores:

1- Os dados reais sobre o crescimento das economias da China, EUA, Europa;

2- Projeções sobre a desaceleração da economia chinesa e européia e suas consequências para as demais economias;

3- Evolução do custo de rolagem das dívidas da Itália e Espanha;

4- Nível de crescimento do PIB e da indústria; e da inflação na economia doméstica.

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