Prepare o bolso para a caixinha de Natal

Denise Juliani

12 de dezembro de 2011 | 20h02

“Dezembro vem o Natal…” diz aquele comercial antigo das Casas Pernambucanas. E junto com ele chega a tradicional caixinha de fim de ano. Nem sei quando começou o hábito de gratificar funcionários e prestadores de serviço nesta época do ano, mas o fato é que este é um ritual praticamente impossível escapar.

Não é obrigatório e há mesmo quem não participe dele por opção (se o caso é de falta de dinheiro, então, nem se discute). No entanto, talvez devido ao clima natalino, a maioria das pessoas se sente mais predisposta a abrir a carteira neste período. Com um pequeno planejamento é possível gratificar os profissionais que estiveram ao nosso lado ao longo dos meses sem necessariamente estourar o orçamento.

O primeiro passo é fazer uma lista desses prestadores de serviço para ter uma noção de quantas pessoas você vai querer (e mesmo poder) gratificar, o que vai depender, é claro, da sua renda.

Quem mora em prédio em geral participa de uma lista organizada pelo síndico para gratificar porteiros, zeladores, faxineiros entre outros. Nos escritórios também é comum este tipo de “vaquinha”. Então, antes de qualquer coisa, é preciso se informar se haverá a tal lista e se há um valor mínimo estipulado. Nesta operação você já pode ter uma ideia de quanto vai desembolsar com a caixinha “obrigatória”. Pode ser uma referência para as demais.

Aqueles que moram em casas vivem uma experiência curiosa: uma quantidade enorme de prestadores de serviço que passaram invisíveis durante o ano todo começa a aparecer a partir do dia 15 de dezembro. Por isso é bom se preparar e pensar quanto você pretende deixar para os lixeiros, garis, leitores de água, luz, carteiros, entregadores de jornais e revistas. É prudente também ter uma reserva para o caso de ter esquecido alguém.

Pensa que acabou? Não. Há os funcionários da padaria, a manicure, cabeleireiro, faxineira, os empregados domésticos…

Em seguida, é preciso decidir quanto vai para cada um. Aqui vale a regra da proximidade, quanto mais próximo, maior o valor. Você também pode optar por um presente, mas isso depende do grau de intimidade e do conhecimento do gosto da pessoa para ser algo que realmente cumpra o objetivo: agradecer pelo serviço prestado durante o ano. Para os não tão próximos, a dupla panetone e garrafa de vinho é um clássico que sempre vai bem. Uma cesta com produtos natalinos, como frutas secas, também é uma lembrança simpática que não custa caro. Já o dinheiro deve ser colocado em um envelope, de preferência acompanhado de um cartão de agradecimento.

Você pode estar pensando: para que uma gratificação se o profissional está apenas fazendo o seu trabalho. É verdade, mas o ato de agradecer com dinheiro, uma lembrancinha ou um presente mais caro é uma maneira de fechar o ano e começar o próximo com uma energia positiva. Por que não?

Tudo o que sabemos sobre:

caixinha de NatalNatalplanejamento

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.