Investimentos de baixo risco devem render menos de 2% além da inflação

Investimentos de baixo risco devem render menos de 2% além da inflação

Sílvio Guedes Crespo

22 Maio 2018 | 11h23

A maior parte dos investimentos de baixo risco deve ter um rendimento real de menos de 2% nos próximos 12 meses, de acordo com a mais recente edição do Ranking Renda Fixa Macro, elaborado pelo economista Pedro Vartanian Raffy.

Esse cálculo já desconta a inflação, estimada em 3,6% no período, além do Imposto de Renda e de todas as taxas.

Por exemplo, o Tesouro Selic (título mais conservador do Tesouro Direto) deve ter um rendimento de 5,3% para quem investir hoje e resgatar daqui a 12 meses. Porém, se descontarmos a inflação, o rendimento real será de somente 1,64%, de acordo com o estudo.

Entre as aplicações consideradas no estudo, apenas os CDBs devem ter um rendimento real cima de 2% nos próximos 12 meses. Mas ainda assim não são quaisquer CDBs, e sim aqueles com rentabilidade igual ou maior que 110% do CDI.

Em relação aos fundos de investimento, o ranking os divide em três categorias: os que são acessíveis para quem investe R$ 2.000, para quem investe R$ 10 mil e para quem investe R$ 50 mil.

Para quem investe R$ 2.000, os fundos de baixo risco devem ter um rendimento real de apenas 0,79% nos próximos 12 meses. Trata-se de um ganho inferior ao da poupança (1,09%).

Veja abaixo as projeções do ranking para 12 meses, já descontados a inflação, as taxas e o Imposto de Renda.

A tabela acima mostra a projeção de rendimento real para os próximos 12 meses. O estudo mostra, ainda, as projeções para 24 meses, além de simulações para quem está investindo em R$ 2.000, R$ 10 mil e R$ 50 mil. Clique aqui para acessar.

O ranking inclui apenas aplicações de baixo risco que podem ser resgatadas em até 12 meses sem chance de rentabilidade negativa. Então, títulos como o Tesouro IPCA ficam de fora, por terem risco de rentabilidade negativa para quem resgata antes do vencimento.