Executivos de RH querem ouvir sua experiência de vida

Fernando Scheller

11 de junho de 2012 | 16h06

Conversei essa semana com a diretora de recursos humanos da Unilever, Jessica Hollaender, sobre o que conta a favor na hora de uma seleção de emprego. Experiência de vida (qualquer tipo de experiência) são valorosas para quem está nos primeiros anos de carreira, começa a ir às primeiras entrevistas e a disputar programas de trainee.

Segundo Jessica, é preciso que as pessoas saibam bem contar sua história. Geralmente, isso não é problema para quem passou por algum tipo de experiência que é certamente valorizada no mercado de trabalho. Por exemplo, os alunos que fizeram intercâmbio fora do País sabem enumerar as dificuldades que enfrentaram ao morar sozinhos e como isso impactou em sua vida.

As pessoas que não tiveram essa oportunidade, e que são a esmagadora maioria no início de carreira, podem também relatar suas próprias experiências de vida para mostrar que são capazes de superar dificuldade. Se uma pessoa cuidava dos irmãos menores quando tinha dez anos de idade, fazia o almoço e ainda dava conta da escola, essa informação é interessante para o recrutador.

Uma das coisas que precisam ficar de fora da sala da entrevista é a vergonha. Orgulhe-se do seu passado e conte suas dificuldades e aprendizados com objetividade. É o tipo de informação que pode ajudar e ser um diferencial na hora da contratação.

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