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Experiência de vida conta mais do que universidade de elite, diz caça-talentos

Fernando Scheller

02 de agosto de 2010 | 18h51

Para quem acha que um curso em uma universidade “de elite” do Brasil é a chave para o preferência das grandes empresas em busca de sangue novo, o diretor da Page Personnel, Gil van Delft, tem um recado: executivo do braço “de entrada” no mercado do grupo multinacional Michael Page, que atende profissionais com salário de até R$ 6 mil, ele diz que o nome da universidade em que o jovem estudou deve ter caráter secundário na hora da seleção.

Segundo ele, as universidades brasileiras não preparam muito bem para as atividades específicas que o mercado exige. Não raramente, as companhias têm que treinar os funcionários “do zero” de qualquer maneira. Para quem está contratando, afirma Delft, mais vale o espírito empreendedor do que a “marca” no diploma do candidato.

“Eu prefiro alguém que tenha vindo para São Paulo aos 16 anos, morado sozinho e batalhado para estudar em uma universidade, mesmo que de segunda linha, do que alguém que fez uma universidade de elite e tenha conseguido um bom estágio por indicação do tio”, explica. “O que as empresas procuram hoje é espírito empreendedor, o que não se ensina na universidade.”

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