O consumidor da classe C não é um ET

Fernando Scheller

21 de outubro de 2010 | 15h24

Na reportagem que fiz no “Estadão” desta quinta-feira, fiquei com a impressão de que algumas empresas finalmente entenderam que a classe média emergente não são seres de outro planeta quando se pensa em padrões de consumo. Elas querem produtos bons, a preços justos, e analisam o custo-benefício das coisas.

Profissionais de empresas como a Diageo, companhia britânica que distribui marcas como Smirnoff e Johnnie Walker, e a Leroy Merlin, de materiais de construção, entenderam que não é preciso necessariamente desenvolver produtos especiais para este público (que, segundo a FGV, é bastante heterogêneo, pois é formado por famílias que ganham pouco mais de R$ 1 mil a até quase R$ 5 mil). O que importa é posicionar produtos lá no alto da escala de prioridade desses consumidores.

É por isso que a Leroy Merlin ensinou vendedores a trabalhar no “sonho” de uma reforma e oferecer produtos que possam adicionar satisfação ao consumidor sem desrespeitar suas condições financeiras. Ou seja: vale oferecer materiais que se relacionem à obra, mas somente os que caibam no bolso dessas famílias. A dona do uísque Johnnie Walker segue o mesmo raciocínio, vendendo a bebida “chique” como algo especial para celebrar uma ocasião importante na família, por exemplo.

Para saber mais como esses profissionais buscam entender a mente da classe C, leia a reportagem completa (clique aqui).

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