O Facebook pode ser uma vitrine profissional

Fernando Scheller

25 de abril de 2011 | 18h23

Um amigo recebeu uma solicitação de amizade no Facebook na semana passada. Reconheceu o nome e o local de trabalho da pessoa. Pensou que fosse amiga de um amigo e aceitou a solicitação. Cinco minutos depois, recebeu uma mensagem privada do recém-adquirido amigo. Era uma proposta de emprego.

Tratava-se de um profissional de RH de uma grande companhia. E o melhor de tudo: de repente, tinha e-mail, fone direto e até o celular do recrutador. Coisa rara para quem busca um emprego, mas comum se é a companhia que procura um funcionário.

Pensei: tudo bem se fosse o LinkedIn, que foi criado para fins profissionais e de networking, mas o Facebook geralmente é associado ao lazer e aos amigos. É aquela rede social onde as pessoas postam as fotos engraçadas do fim de semana, comentam o churrasco com amigos e fazem piadas sobre a própria vida (ou sobre a dos outros).

Pode-se concluir que a separação entre a vida profissional e a pessoal está cada vez mais tênue. Desta forma, a maior parte dos especialistas de RH recomendam uma certa discrição nas redes sociais. Não vale a pena ficar paranoico, uma vez que o que é engraçado para um pode ser ofensivo para outro.

Mas ter parcimônia na hora de compartilhar fotos, posts e especialmente opiniões polêmicas nunca fez mal a ninguém (no quesito polêmica, vale a pena também ficar atento ao Twitter).

Se você for esperto, o Facebook pode ser usado até a seu favor.

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