O que diz o seu terno? Vendedor de carro usado ou executivo?

Fernando Scheller

26 de agosto de 2010 | 15h38

Tive uma conversa muito agradável com Tonya Reiman, publicada hoje no ‘Estadão’, sobre a importância da comunicação não-verbal na esfera profissional. Há quem desqualifique como bobagem, mas é no mínimo divertido especular se um gesto, um sorriso ou um aperto de mão podem fazer a diferença na hora da conquista de uma vaga muito sonhada.

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Se você não acredita no poder da comunicação não-verbal, tudo bem. Tonya, que é palestrante motivacional e dá dicas de carreira no canal norte-americano Fox News, também inclui um capítulo de estilo no livro “A Arte da Persuasão”.

Veja alguns pontos:

– Vista-se sempre um “degrau” acima: uma camisa bem escolhida e uma gravata que realmente combina pode fazer a diferença entre parecer um vendedor de carros usados e um executivo.

– “Pareça alto”: uma pesquisa diz que, na Austrália, os homens de 1,80 metro ganham US$ 1 mil a mais por ano dos que os que têm 1,75 metro. Mas não é uma questão de “ser”, e sim de parecer. Segundo a autora, parecer confiante e manter uma postura ereta (além de vestir-se bem) pode enganar os olhos do interlocutor.

– Maquiagem discreta: para mulheres, a dica é usar maquiagem e batom perto dos tons naturais do rosto. Maquiagem demais, além disso, acaba por acentuar as imperfeições, diz a autora.

– Cabelos: independente da moda, é bom manter a discrição. Cabelos curtos para homens; para mulheres, presos.

– Assumir a careca: com uma postura confiante, um homem de cabeça raspada pode melhorar sua aparência, distanciando-se do grande número de homens que “apenas perderam os cabelos”.

E você, acha que a gravata e o corte de cabelos certos fazem mesmo diferença? Acha tudo besteira? Um profissional bem vestido e de bom gosto pode ganhar pontos a mais, em relação a um candidato de perfil acadêmico e de experiência parecido?

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