Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Procuram-se PHDs desesperadamente…

Fernando Scheller

17 de dezembro de 2010 | 17h05

Ou quase. A GE, multinacional norte-americana que fornece equipamentos para várias indústrias em franco desenvolvimento no País, como petróleo, aviação e infraestrutura, está buscando 200 PHDs (doutores) para seu centro de pesquisas no Rio de Janeiro. Já possui 100 profissionais com essa formação, mas quer chegar a 300 até o fim de 2011.

A empresa mantém hoje na capital fluminense uma dos seus cinco centros de pesquisa e desenvolvimento no mundo, e agora se prepara para ampliar um projeto de treinamento de mão de obra, que envolverá tantos seus próprios funcionários quanto os de grandes clientes, como Petrobrás, Vale, Azul e Embraer.

No ano que vem, além dos 200 PHDs, o presidente da GE no Brasil, João Geraldo Ferreira, diz que outras 800 vagas serão abertas. Desta forma, o total de funcionários da companhia pulará dos atuais 6 mil para 7 mil. Neste momento, de acordo com o CEO, existem 320 vagas em aberto na GE em toda a América Latina, sendo 50 no Brasil.

Fechar a conta da mão de obra, especialmente a qualificada, não é fácil. “O Brasil forma 32 mil engenheiros por ano, mas nem todos os formados podem ser aproveitados. É uma conta que não fecha”, pondera Ferreira.

A importância do mercado brasileiro, que receberá investimentos de US$ 550 milhões nos próximos três anos, ficou mais clara para Ferreira nos últimos dois meses. Desde novembro, ele reporta as atividades no País diretamente ao todo-poderoso Jeff Immelt, CEO mundial. São telefonemas que duram duas horas, em que os dois “batem” perspectivas e resultados do conglomerado no País.

E, especialmente para o ano que vem, as metas são altíssimas para o mercado brasileiro. Ferreira diz que a expectativa é que a atividade do País cresça mais de 20% em 2011, contra os parcos 4% em 2010. Embora a diferença pareça muito grande, o executivo pondera que os resultados do segmento financeiro (GE Money), agora nas mãos do BMG, impactaram negativamente no resultado. Excluído o setor, o crescimento seria de 10% neste ano.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: