Ajuda profissional na hora de expandir
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Ajuda profissional na hora de expandir

Pequenas e médias empresas que pretendem melhorar seus processos e também crescer recorrem aos serviços de consultores

EDILAINE FELIX

22 Fevereiro 2015 | 10h00

Ao decidir franquear a empresa de intercâmbio, Imamura contratou  uma assessoria

Ao decidir franquear a empresa de intercâmbio, Imamura contratou uma assessoria

Depois de seis anos de atuação, o CEO fundador da Global Study, Flavio Imamura, de 44 anos, sabia que chegara o momento de expandir o negócio. A empresa de intercâmbio estava em boa situação, com faturamento anual em torno de R$ 2,5 milhões, mas ele queria sair da “mesmice” e crescer. Como?

“Minha loja andava muito bem e eu sabia que era o momento de crescer a operação, mas não tinha ideia por onde começar. Participei de uma feira e decidi franquear meu negócio. Sem saber como funcionava o processo, procurei uma empresa de consultoria para me ajudar”, conta Imamura.

Segundo ele, a assessoria estudou o modelo operacional, o mercado, os pontos comerciais e toda a estrutura organizacional e financeira para saber se era um modelo franqueável. “Eu era meio amador, mesmo meu negócio funcionando bem, mas não estava pronto para crescer. Eles me mostraram quando e quanto evoluir, o potencial de crescimento e onde eu poderia chegar”, conta,

Em um ano, a Global Study já franqueou dez lojas e pretende chegar a 18 unidades ao final de 2015. “A consultoria foi uma das compras mais caras que fiz (cerca de R$ 80 mil), mas se tivesse de fazer novamente, eu faria.”

De acordo com Claudia Bittencourt, diretora geral do Grupo Bittencourt, o trabalho de consultoria começa com a avaliação da estrutura e um diagnóstico dos processos, das pessoas e da estrutura organizacional. “Mapeamos os processos e levantamos os pontos críticos a serem melhorados”, destaca.

O próximo passo no trabalho é fazer um diagnóstico e montar um plano de ação emergencial, que segundo Claudia é quando são definidas as prioridades do projeto. “O empresário deve pensar na contratação da consultoria como um investimento para o negócio”, diz.

Na opinião do diretor de marketing da Empresa Júnior da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Thomas Carolla, investir em consultoria é levar profissionalização e controle de custos às empresas.

“Vamos até a organização para entender como ela funciona e então montamos o plano mais adequado”, diz. A consultoria realiza projetos personalizados para pequenos e médios empreendedores nas áreas de marketing, financeiro, estratégico e operacional.

“Até o mês da Copa do Mundo, os clientes nos procuravam para melhorar as vendas, aumentar a carteira de clientes, projetos mais ligados à área de marketing. Depois da Copa, a procura é mais para projetos financeiros – organizar demonstrativos, fluxo de caixa, custos”, diz.

A Empresa Júnior executa até oito projetos simultâneos e fecha entre 20 e 25 contratos por mês, a um custo médio mensal de R$ 15 mil. “Atendemos diversos setores, apenas não realizamos projetos de RH, ONGs e governamentais”, diz Carolla.

Perfil. Anderson Costa Dias, de 34 anos, sempre trabalhou como consultor financeiro autônomo e tinha o sonho de ter o próprio negócio. “Guardei um valor e sabia que dava para investir em uma microfranquia. Queria um negócio no setor de serviços, que envolvesse marketing e consultoria”, diz.

Sem saber como começar, decidiu contratar uma consultoria em negócios para encontrar uma atividade adequada. “Eu procurei bastante e encontrei uma assessoria que prestava atendimento a quem quer abrir um negócio.”

A partir de uma definição de perfil, a consultoria encontrou alguns modelos apropriados para ele. “Estudei as propostas, conheci os negócios, conversei com franqueadoras e franqueados, analisei as perspectivas, orçamentos e custos e decidi pela franquia da NetBranding, empresa de consultoria de marketing e treinamento”, conta.

Dias conta que a consultoria foi fundamental para apresentar o funcionamento de um negócio franqueado, a escolha do ponto, as vendas, o investimento e o retorno. “Eu conhecia a área financeira, mas não sabia como estruturar uma empresa, o lado comercial. E a assessoria me ajudou”, diz.

A franquia entrou em operação em dezembro de 2014 e está na fase de prospecção de clientes. “Espero ter retorno do investimento de R$ 12,5 mil, em maio, assim que fechar os primeiros contratos”, comemora.

Experiência. Com aproximadamente 200 lojas em operação, o presidente da Vita Derm, empresa de cosméticos, Marcelo Schulman, também buscou auxílio de uma consultoria quando decidiu aumentar o negócio.

“Estou há quatro anos em processo de adequação da empresa, fazendo ajustes para o crescimento, e há um ano, contratamos uma consultoria para formatar o processo de expansão.”

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A consultoria já realizou a primeira parte do projeto: um estudo da companhia para conhecer o modelo mais adequado para o crescimento e adequação ao mercado. Schulman conta que agora está na segunda fase, de implantação do projeto.

“Pretendemos abrir 350 lojas em um período de 3 a 5 anos. Estamos mapeando pontos, visitando regiões e o trabalho da consultoria vai até o fim desse processo, que é impossível de ser feito sem um trabalho especializado”, completa.